ajuda Brasil envia aviões, equipes e remédios para ajudar vítimas em Moçambique

Por: Fernando Jordão - Correio Braziliense

Publicado em: 29/03/2019 08:19 Atualizado em:

A previsão é de que a ajuda humanitária chegue à cidade de Beira - segunda maior do país, foi 90% destruída pelo ciclone - na tarde deste sábado (30/3). Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
A previsão é de que a ajuda humanitária chegue à cidade de Beira - segunda maior do país, foi 90% destruída pelo ciclone - na tarde deste sábado (30/3). Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
O governo brasileiro anunciou que vai enviar, nesta sexta-feira (29/3), aviões, equipes e kits de medicamentos para auxiliar no resgate e atendimento a vítimas do ciclone Idai, em Moçambique. A previsão é de que a ajuda humanitária chegue à cidade de Beira — segunda maior do país e que foi 90% destruída pelo ciclone — na tarde deste sábado (30/3).

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, serão enviados dois aviões de transporte modelo Hércules C-130, que pretencem à Força Aérea Brasileira (FAB). Também serão mandados ao país 40 especialistas em busca e salvamento, sendo 20 integrantes da Força Nacional e 20 bombeiros militares de Minas Gerais — parte deles, aliás, atuou no resgate às vítimas da tragédia em Brumadinho. Todos levarão equipamentos adequados para os trabalhos, incluindo botes e outros veículos.

Além disso, o Itamaraty enviará seis kits com medicamentos e insumos básicos de saúde. Ao todo, eles podem atender, emergencialmente, nove mil pessoas, por até um mês. Após a passagem do ciclone, o país africano já tem cinco casos de cólera confirmados, além de outras doenças transmitidas pela água.
  
CPLP
Assim como o Brasil, Moçambique integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Diante da tragédia, a organização criou um Fundo de Solidariedade para ajudar as regiões atingidas. Na semana passada, o governo brasileiro já havia anunciado a doação de 100 mil euros para o fundo.

Idai
O ciclone Idai atingiu o sudeste da África em 14 de março. Só Moçambique contabiliza 446 mortos, de acordo com o balanço divulgado no começo da semana. O número tem aumentado dia a dia, porque as informações de zonas que estavam isoladas chegam às autoridades a todo tempo. A redução do nível da água tem ajudado as equipes de emergência a prosseguirem com as operações de distribuição de alimentos e de reconstrução das estradas. Mais de 100 mil pessoas estão alojadas em abrigos de emergência, em sua maioria escolas.

Zimbábue e Malawi também foram atingidos e lutam para se recuperar da destruição causada pelo ciclone. Por enquanto, contabilizam 259 e 56 mortos, respectivamente. Ao todo, quase 2 milhões de pessoas foram afetadas na região.


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