Posicionamento Trump recebe esposa de Guaidó e diz Rússia tem que sair da Venezuela

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 27/03/2019 13:40 Atualizado em:

Foto: SAUL LOEB / AFP
Foto: SAUL LOEB / AFP
O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (27), que a Rússia deve deixar a Venezuela depois de ter enviado no fim de semana aviões cargueiros transportando equipamentos militares. 

"A Rússia deve partir", declarou Trump, ao receber na Casa Branca Fabiana Rosales, esposa de Juan Guaidó, chefe da oposição reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela.

A declaração de Trump coincide com a do secretário de Estado Mike Pompeo, que advertiu a seu colega russo, Sergei Lavrov, que os Estados Unidos não permanecerão omissos se a Rússia continuar a exacerbar as tensões na Venezuela". 

O vice-presidente americano Mike Pence, também presente no encontro com Rosales, afirmou nesta quarta que a chegada de aviões militares russos à Venezuela é uma "provocação inoportuna" e pediu ao governo de Vladimir Putin que pare de apoiar o ditador Nicolás Maduro.

"Pedimos à Rússia que cesse todo apoio ao regime de Maduro", afirmou Pence. 

O governo americano condenou os ataques ocorridos na terça em Caracas contra Guaidó.

Pompeo disse que Washington está vigilante e garantiu que "estes atos de intimidação não poderão adiar o inevitável: o restabelecimento pacífico da democracia, a estabilidade e a prosperidade do povo da Venezuela".

"Estamos monitorando os informes desses e de outros atos de intimidação por parte das gangues armadas e ilegais de Nicolás Maduro conhecidas como os coletivos", disse Pompeo, em declaração divulgada na terça à noite.

A mulher de Guaidó, Fabiana Rosales, informou que a caravana em que seu marido viajava foi atacada ao sair da sessão da Assembleia Nacional venezuelana.

"É um ataque direto ao presidente", declarou Fabiana à imprensa.

Deputados e jornalistas também foram agredidos pelos partidários do chavismo, segundo congressistas e veículos da imprensa.

Os veículos da caravana de Guaidó teriam sido agredidos com artefatos explosivos, pedras e golpes por parte de um grupo que não foi detido pelas forças de segurança.


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