Proposta Porta-voz diz que é necessário empenho de governadores para aprovação de texto original da Previdência

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 10/06/2019 20:39 Atualizado em:

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira (10) que é necessário que governadores defendam junto ao Congresso a aprovação do projeto original da reforma da Previdência, que inclui estados e municípios.  

"É necessário, portanto, o empenho dos governadores para defenderam junto aos parlamentares estaduais e municipais a integralidade do texto que for aprovado na Câmara e no Senado", afirmou Rêgo Barros.

Ele disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro "coloca-se à disposição" para conversar com os governadores sobre o tema e que o governo defende o projeto que inclua todos os entes da federação.
 
Na semana passada, um grupo de governadores apresentou uma carta pedindo que estados e municípios sejam mantidos no texto original depois que passou-se a discutir uma versão em que eles fossem excluídos da reforma.  Com dificuldades para fechar as contas no azul, estados temem que a não inclusão deles nas mudanças das regras de aposentadoria tragam ainda mais dificuldades financeiras. 

O porta-voz disse ainda que segundo o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, "estamos no momento da política imperar. Tem que ter conversa, tem que ter negociação. Ou se tem um clima de entendimento e de compreensão por parte de todos de que a reforma não é de ministros nem de partidos, mas do país, ou não se chega a lugar nenhum".

Ainda de acordo Rêgo Barros, Marinho afirma que "não adianta resolver a situação da União e deixar Estados e municípios na situação que estão". 

"A Previdência será o alicerce de toda as futuras reformas, sobretudo a tributária. O secretário reconheceu, no entanto, que há uma questão política a ser enfrentada, já que deputados estaduais temem arcar com o ônus político de aprovar o texto nos Estados, tendo em vista que as eleições municipais ocorrem no ano que vem", disse.


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