Pesquisa Empresários estimam cenário mais inovador na indústria brasileira

Por: Luciana Morosini

Publicado em: 10/06/2019 09:50 Atualizado em:

Pesquisa foi divulgada durante Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria. Foto: Luciana Morosini/DP
Pesquisa foi divulgada durante Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria. Foto: Luciana Morosini/DP
A inovação faz parte do processo de evolução de qualquer segmento da economia e a indústria caminha para ampliar essa capacidade de inovar no setor. E não é mais por questões de tendência, mas por necessidade para garantir um crescimento sólido. Se atualmente apenas 6% de CEOs, presidentes e vice-presidentes de 100 indústrias consideram a indústria brasileira muito inovadora, a expectativa é de melhora para o futuro próximo. Para 31% dos entrevistados, o grau de inovação do setor será alto ou muito alto nos próximos cinco anos, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira.

A percepção tem evoluído, já que na primeira edição da pesquisa, realizada em 2015, apenas 14% dos empresários estimavam um cenário mais inovador. Se hoje 49% dos entrevistados ainda acreditam que o grau da inovação brasileira é baixo ou muito baixo, esse percentual chegava a 62% há quatro anos. Entre os fatores externos à empresa que foram apontados como as principais dificuldades, estão o alto custo da inovação e falta de financiamento (28%), além do excesso de burocracia (27%), baixa qualificação dos profissionais (18%).

Apesar da avaliação, 96% dos empresários disseram que a inovação é parte estratégica de suas empresas e 54% consideram suas empresas inovadoras ou muito inovadoras. Não é por menos. Para 44% dos executivos, as atividades de inovação respondem por mais de 20% do faturamento de suas empresas. A pesquisa ainda apontou que, entre a primeira edição e esta, a expectativa de aumentar ou aumentar muito o volume de recursos destinados à inovação nos próximos cinco anos passou de 57% para 66%.

Para a maioria das empresas, 55%, os recursos utilizados são próprios para financiar as atividades de inovação, percentual maior do que aferido em 2015, que foi de 40%.

A pesquisa, que entrevistou CEOs, presidentes e vice-presidentes de 100 indústrias, sendo 40 de grande porte e 60 pequenas e médias, foi divulgada nesta segunda-feira durante o 8 Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, realizado em São Paulo.






Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.