Crítica Presidente de comissão da Previdência diz que Bolsonaro não tem noção de prioridade

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 04/06/2019 21:28 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da comissão especial da reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PL-AM, que se chamava PR), disse nesta terça-feira (4) que o presidente Jair Bolsonaro não tem noção de prioridade e do que é importante para o país.

O deputado criticou o fato de Bolsonaro vir nesta manhã ao Congresso para entregar projeto de lei que aumenta o número de pontos permitidos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

"Depois reclamam quando digo que o presidente Bolsonaro não tem noção de prioridade e do que é importante pro país. Enquanto estamos num seminário sobre reforma da Previdência ele está vindo pra Câmara apresentar PL que trata de aumentar pontos na carteira de maus motoristas", escreveu Ramos no Twitter.

O presidente da comissão que é a segunda etapa do projeto de mudança nas regras da aposentadoria tem feito críticas à maneira como o Executivo tem conduzido a articulação na Câmara.
No fim de abril, Ramos chegou a declarar que tem antipatia pelo governo, mas que esta é menor que sua responsabilidade com a reforma.

"A minha antipatia pelo governo é menor do que a minha responsabilidade com a reforma. Não vou deixar milhões de brasileiros em necessidade. Todos sabem que eu não tenho simpatia por esse governo. Basta ver meu posicionamento", afirmou após a instalação da comissão especial.

Ramos faz parte do grupo do centrão que está mais insatisfeito com o governo. O PL (ex-PR) junto com o PP e o DEM, tem liderado as derrotas que têm sido impostas pelo Legislativo neste início de governo.

Nesta terça-feira, a comissão da reforma faz um seminário com especialistas no auditório da Câmara. A expectativa é de que o relator, Samuel Moreira (PSDB-SP), entregue seu voto nesta quinta-feira (6).

O projeto é prioritário para o governo Bolsonaro, que quer vê-lo aprovado no plenário da Câmara ainda neste primeiro semestre. A estimativa é vista, porém, com ceticismo por líderes partidários.


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