vendas Junho alavanca comércio no NE

Por: Luciana Morosini

Publicado em: 04/06/2019 08:08 Atualizado em:

Com proximidade do Dia dos Namorados e do São João, expectativa é que crescimento de vendas seja entre 2% e 3% em relação ao mesmo mês de 2018. Foto: Joao Velozo/ Esp. DP.
Com proximidade do Dia dos Namorados e do São João, expectativa é que crescimento de vendas seja entre 2% e 3% em relação ao mesmo mês de 2018. Foto: Joao Velozo/ Esp. DP.
Se Junho costuma ser positivo para o comércio brasileiro por conta do Dia dos Namorados, no Nordeste o mês ganha ainda mais força porque as vendas ainda são alavancadas com o São João, data tradicional na região. Para aproveitar o incremento natural no movimento, o comércio do Centro do Recife anunciou que passa a abrir aos domingos até o que antecede a festa junina.  A expectativa é que o comércio de Pernambuco sinta um crescimento entre 2% e 3% em junho em relação ao mesmo mês do ano passado. A instabilidade da economia ainda impede que o resultado seja mais expressivo, mesmo que haja uma expectativa positiva.

No estado, junho é o segundo melhor mês para o comércio, ficando atrás apenas de dezembro, quando tem o Natal e as festas de final de ano, segundo Frederico Leal, diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Recife) e presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços do Recife (Sindilojas Recife). “Tem o Dia dos Namorados e o São João, que aqui acontece festa o mês inteiro, então movimenta mais o comércio. Para aproveitar, as lojas do Centro do Recife vão abrir nos domingos dias 9, 16 e 23 de junho. Por mais que o aumento não vá ser muito grande, estamos esperando que fique entre 2% e 3% em relação ao ano passado”, afirma.

De acordo com Rafael Ramos, economista da Fecomércio-PE, as datas comemorativas de junho têm particularidades que beneficiam as vendas. “No Dia dos Namorados as vendas são dobradas porque os dois compram, não é como Dia das Mães que só um lado compra”, explica. Em relação ao São João, além do movimento maior no segmento de serviços, outro setor fica em evidência. “A festa puxa o movimento de dois setores: de vestuário e acessórios e calçados e acessórios. E o que é interessante é que em relação a este último, quando analisa o volume de vendas, no Brasil só há um pico de vendas no ano, que é em dezembro. Em Pernambuco são dois picos porque há uma alta na época do São João”, ressalta.

Conjuntura
A expectativa não é de crescer ainda mais por conta da situação econômica, que ainda não apresentou uma melhora efetiva. “Existia uma expectativa muito grande para o pós-eleição e em janeiro a economia começou a se fortalecer, mas as questões políticas têm influenciado e houve reavaliação que mostrava que o momento de recuperação não iria ser tão forte assim. O governo federal até agora só mostrou a pauta da Previdência. Desta forma, o empresariado fica em um movimento conservador”, analisa o economista.


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