investimento Acelerando para atrair mais negócios

Por: Luciana Morosini

Publicado em: 31/05/2019 08:06 Atualizado em:

Paulo Câmara aproveitou para apresentar os benefícios de se apostar no estado. Foto: Marcelo Justo/Divulgação
Paulo Câmara aproveitou para apresentar os benefícios de se apostar no estado. Foto: Marcelo Justo/Divulgação
Quatro novos fornecedores estão confirmados para chegar ao entorno do Polo Automotivo da Jeep e devem se instalar na região até a metade de 2020. Mas a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) trabalha, em conjunto com o governo do estado, para ampliar esse número. O objetivo é diminuir a dependência de peças externas, ampliar a produtividade da planta e reforçar o desenvolvimento da região. Em uma iniciativa do poder público e privado, foi realizado ontem, em São Paulo, um encontro, chamado de Match Day FCA, com 47 fornecedores com objetivo de mostrar projetos para viabilizar a instalação deles em Pernambuco.

 Atualmente, Pernambuco reúne 6% dos fornecedores da FCA no Brasil, número que representa 24 fornecedores dos 400 que integram o tier 1, que são os que fornecem diretamente à indústria automobilística e têm seus próprios fornecedores. A expectativa é alcançar 10% a médio prazo. “O objetivo do encontro foi para criar um grupo de trabalho para pensar em oportunidades para desenvolver os negócios e a região. Esses 47 fornecedores presentes são a elite da indústria automobilística em termos de tecnologia e capacitação. Hoje estamos em conversa com 38 fornecedores e vários deles estavam presentes. Nós já temos quatro confirmados”, afirma Luís Santamaria, diretor de Compras da FCA para América Latina. 

Apesar de não revelar as empresas confirmadas ou presentes, o executivo sinalizou para setores importantes para a produção da fábrica da Jeep de Goiana. “São segmentos significativos que vão dar ganho em termos de logística e produtividade e vão nos ajudar a maximizar o plano de desenvolvimento da região”, ressalta Santamaria. Ele ressalta que hoje 60% das peças consumidas no polo são locais, produzidas em Pernambuco ou em outras regiões do Brasil e as demais 40% são importadas. “Nosso objetivo é que a gente consiga localizar essas peças principalmente no estado para diminuir a dependência de fora. E isso ajuda em termos de flexibilidade e produtividade, traz mais capacidade para a planta”, complementa. 

No encontro, ainda foram apresentados os incentivos que os fornecedores podem ter ao se instalar em Pernambuco. “Cada empresa tem uma especificidade e apresentamos todos os benefícios. Agora vamos estudar o projeto para cada uma e entender em que região pode se adequar o produto dela. Vamos identificar um a um para ver porque podem ficar no dentro ou no entorno da planta ou até mesmo no interior do estado. Demos o pontapé inicial e agora vamos analisar as condições de cada um”, pontuou Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Econômico estadual. O próximo encontro do governo com potenciais investidores, em São Paulo, será em julho, com a indústria farmacoquímica.
 


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.