pib 'Brasil fugiu de ser Venezuela, mas não de ser uma Argentina', diz Guedes

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 30/05/2019 12:38 Atualizado em:

Segundo o ministro da Economia, de julho em diante a economia 'deve decolar'. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Segundo o ministro da Economia, de julho em diante a economia 'deve decolar'. Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a eleição do presidente Jair Bolsonaro significa que o Brasil fugiu da possibilidade de virar uma Venezuela, mas não garantiu que o país se tornasse uma Argentina. As declarações foram dadas na manhã desta quinta-feira (30/5), na sede da pasta, em Brasília. Guedes comentava a queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.

“Estava estagnado”, afirmou. “(O segundo semestre) Já deve começar a ser positivo. Porque nós estamos tendo o apoio do Congresso para recuperar R$ 1 trilhão”, acrescentou. Para ele, mesmo com a taxa de 1,1% em 2018 e em 2019, o país não estava crescendo.
 
“O governo (Mauricio) Macri (da Argentina) entrou e não fez as reformas com a profundidade necessária. Então, a inflação está acima de 30% e situação fiscal dramática. Com a nossa reforma da Previdência, nós temos 10, 15 ou 20 anos de clareamento. O Brasil não vira mais a Argentina. Pelo contrário, vai começar a crescer”, afirmou.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 6, que trata da “Nova Previdência”, prevê impacto fiscal nas contas públicas de R$ 1,2 trilhão em 10 anos. A intenção de Guedes é de que a economia seja de, pelo menos, R$ 1 trilhão em uma década. “Nós estamos tendo apoio decisivo da classe política. E o Congresso, apoiando as reformas, vai fazer o Brasil retomar o crescimento econômico. De julho em diante, o Brasil começa a decolar”, afirmou.

Guedes disse que a atividade econômica pode ficar pior se a reforma da Previdência do governo não for aprovada. “Nós estaríamos no caminho da Argentina ou até da Venezuela”, defendeu. “O Brasil está sem seu horizonte fiscal. Faltou o equacionamento do problema fiscal. A reforma da Previdência estanca a sangria e corrige as contas públicas. Ao mesmo tempo, desobstrui os caminhos. O Brasil vai retomar o crescimento e vai crescer por 10 ou 15 anos”, argumentou.  


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