Privatização Funcionários da Refinaria Abreu e Lima fazem mobilização nesta terça

Por: Thatiana Pimentel

Publicado em: 29/04/2019 18:29 Atualizado em:

Os funcionários ligados a Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco farão na manhã desta terça-feira, às 7h, uma mobilização contra a privatização dos ativos da empresa. A venda foi anunciada na última semana pelo conselho de administração da Petrobras que aprovou a comercialização de oito das 13 refinarias pertencentes a marca. Os ativos de refino incluídos neste programa de desinvestimento são: Refinaria Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor). Ainda não se sabe o percentual de ativos que serão vendidos, nem qual a forma de comercialização, nem o cronograma, mas o fato é que o controle da empresa deve mudar de mãos.

É o que teme Rogério Almeida, coordenador do sindicato dos petroleiros em Pernambuco e na Paraíba (Sindipetro-PE/PB), que já tem reuniões marcadas na Câmara dos Vereadores do Recife e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), com o objetivo de debater os danos da venda em audiências públicas a serem agendadas. “É o fim da Petrobras em Pernambuco. Na mobilização desta terça-feira, queremos explicar a população que caso seja privatizada, o valor do combustível vai aumentar e mais importadoras vão entrar no mercado brasileiro. Ou seja, vão vir comprar pré-sal barato, levar para seus países para refinar e trazer o produto final mais caro para revender aqui. É uma política que terá consequências graves na economia”, detalha. Ainda segundo Almeida, a mobilização ocorrerá de forma simultânea em todas as refinarias da Petrobras. 

A Petrobras respondeu em nota que o projeto de desinvestimento das refinarias, além do reposicionamento do portfólio em segmentos com maior vantagem competitiva e rentabilidade, possibilitará dar maior competitividade e transparência ao segmento de refino no Brasil, em linha com o posicionamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e recomendações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Este projeto tem como premissa a atenção e o respeito às pessoas. Serão apresentadas alternativas que buscam conciliar os interesses empresariais aos dos empregados, como a possibilidade de realocação interna, conforme interesse da Petrobras. Os empregados também poderão ser convidados a trabalhar nas empresas compradoras”, detalha o texto. Segundo a Petrobras, estimativas de valor são informações estratégicas em qualquer processo de negociação e dependem da avaliação do vendedor e do apetite do comprador. “Em relação a prazos, o projeto terá suas etapas divulgadas oportunamente ao mercado.”


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