DP NOS BAIRROS Imóveis na Boa Vista não duram na prateleira imobiliária

Por: Patrícia Monteiro

Publicado em: 17/04/2019 07:46 Atualizado em:

A construtora Conic vem apostando em alguns empreendimentos na região. Foto: Conic/Divulgacao
A construtora Conic vem apostando em alguns empreendimentos na região. Foto: Conic/Divulgacao
Localização estratégica e fácil acesso ao transporte rodoviário. São estes alguns dos principais motivos que fazem do bairro da Boa Vista uma área de grande movimentação no mercado de imóveis usados em Pernambuco. De acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-PE), relativa ao mês de janeiro deste ano, no município do Recife estão localizados 63,14% dos imóveis em oferta, seguido por Jaboatão dos Guararapes (12,51%) e Gravatá (6,02%). Quando analisada a segmentação por bairro, a Boa Vista (406 unidades) aparece em 14º lugar na lista. O Top 3 é formado por Boa Viagem (7.177), Madalena (1.473) e Torre (1.231). Há uma grande diferenciação no ranking, entretanto, quanto à destinação do imóvel: enquanto a Boa Vista localiza-se entre os três primeiros bairros na oferta de imóveis comerciais (97 unidades) -  atrás apenas de Boa Viagem e Ilha do Leite - , quando o assunto é residencial, o bairro vai para o 14º lugar no ranking (431 unidades).

O que significa esta distinção tão grande quanto aos posicionamentos nas listas? Quem explica é o vice-presidente do Secovi-PE, Luciano Novaes. Ele diz que o bairro ocupa o 14º lugar quanto à oferta de residenciais, pois lá há um prazo muito curto entre o oferecimento e a procura. “O que vem acontecendo é que, se o imóvel estiver em boas condições, assim que colocado à disposição, é alugado no prazo médio de 15 a 20 dias. Assim, nunca há muitas unidades disponíveis”, explica. Os motivos de tanta procura? “É um bairro bem servido por linhas de transporte, com boa infraestrutura, arborizado e com praticamente todos os serviços à disposição, além de ser próximo de hospitais, colégios e universidades. É buscado, majoritariamente, pela classe média que valoriza uma boa situação de mobilidade com preços de imóveis relativamente acessíveis”, explica. 

O valor médio do metro quadrado dos imóveis residenciais é de R$ 3.283,92. “A Boa Vista tem tudo para se valorizar ainda mais. A procura já é muito grande. Há muitos apartamentos novos e estúdios de um ou dois quartos, 100% locados. Acredito que a construtora que optar por este bairro já possui, praticamente, um passaporte para o sucesso”.

Para Novaes, o terceiro lugar no ranking de ofertas de imóveis para fins comerciais, por sua vez, significa o acompanhamento gradual da questão residencial. Ele conta que há algumas décadas, quando começaram as construções na Ilha do Leite, Torreão, Boa Viagem e Agamenon Magalhães, houve um esvaziamento das residências na Boa Vista. Depois, as empresas acompanharam essa migração. “Com a retomada cada vez maior da Boa Vista como domicílio, as construtoras começam a vislumbrar esse movimento de migrar mais uma vez, gradualmente”, afirma. 

De olho
Quem já vislumbrou essa movimentação há algum tempo foi a Construtora Conic. Em 2017, vendeu as últimas 70 unidades do Residencial Boa Vista, concluído em 2016. Segundo o diretor comercial da construtora, Pedro Gustavo Cavalcanti, o empreendimento localizado na Rua Capitão Rui Lucena, com apartamentos de um quarto com 40m2 ou de 2 quartos com 53 m2 , atende a um público que busca a centralização de serviços e comércio. “Muitas delas são pessoas vindas do interior do estado, estudantes que vêm morar em uma área que é polo educacional, médico, de serviços e digital”, afirma.

No segundo semestre de 2019, mais um imóvel da Conic será inaugurado na vizinhança. Desta vez, um empresarial: o Grand Tower, localizado em plena Avenida Conde da Boa Vista. Terá 21 pavimentos, 16 salas por andar, dez andares de garagens com 498 vagas de garagens, auditório, salas de uso coletivo, sistema inteligente de segurança e heliponto. Mas de 80% comercializado, oferecerá salas comerciais a partir de 30 m2 (R$ 298 mil), auditório e hall social.

Pedro Gustavo afirma que a escolha da região para o projeto deveu-se à localização estratégica. “É um local extraordinário para novos negócios do ponto de vista da logística pela ligação que permite entre zonas Norte e Sul com a Conde da Boa Vista (com seu comércio gigante) e Agamenon Magalhães, por exemplo. Entendemos, em suma, que é um bairro diferenciado do ponto de vista de oportunidades e força, que tem muita vida e ainda pode passar por um grande processo de restauração”, afirma.  No mesmo período de entrega do Grand Tower, a Conic deverá fazer um novo lançamento na mesma região.


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