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Dilma defende política de conteúdo local e destaca resultados da Petrobras Em 21 minutos de discurso, a presidente falou de superação e parabenizou trabalhadores de Suape

Publicado em: 14/05/2015 13:32 Atualizado em: 14/05/2015 14:52


Na manhã desta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada de lideranças políticas e sindicais, visitou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para o batismo do navio petroleiro Marcílo Dias e a viagem inaugural da embarcação André Rebouças, ambos fabricados pelo EAS. Marcada para às 11h, a cerimônia atrasou cerca de uma hora e encerrou às 14h.

A embarcação André Rebouças é a nona das 49 embarcações encomendadas a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). Nele foi empregada integralmente a tecnologia de construção e montagem por megablocos. Já o outro navio Marcílo Dias, batizado na ocasião,  tem como finalidade exportar petróleo retirado no pré-sal. Os dois têm capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo, o que representa quase metade da produção brasileira diária.

Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff destacou os desafios enfrentados pela produção do estaleiro. "Nós chegamos aqui porque rompemos uma realidade. Muita gente dizia que o Brasil não tinha competência para fazer. Nós começamos a construir a indústria naval do nada. Eu tenho perfeita clareza que só superando desafios nós podemos construir navios de alta qualidade". Ela ainda lembrou do momento econômico que o país atravessa. "Nós podemos hoje passar por algumas dificuldades. Passamos sim por dificuldades macroeconômicas, mas hoje nós temos estaleiros em vários locais do país que produzem aquilo que a Petrobras demanda. E que país não teve problema quando resolveu empreender?", defendeu.

Rousseff ainda defendeu a política de conteúdo e citou os resultados da Petrobras. "A Petrobras é uma das maiores conquistas do Brasil. Essa mesma empresa é forte o suficiente para ganhar o Oscar da tecnologia e é capaz de extrair petróleo de uma profundidade bastante elevada. A política de conteúdo local veio para ficar, ainda implantada no governo Lula. Eu sei porque eu vejo isso em cada um dos trabalhadores aqui do estaleiro e cada trabalhador brasileiro. Eu posso dizer que tenho a convicção de que a Petrobras, com toda sua capacidade, vai virar a maior exportadora de petróleo", afirmou.

Já o presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Harro Burmann, prometeu entregar mais dois navios ainda em 2015. "Temos metas ambiciosas para este ano. Em agosto, planejamos entregar o Marcílio Dias, batizado hoje, e mais outro em dezembro, que é o sétimo navio e que já está em construção no dique seco, ressaltou. Burmann ainda acrescentou o que processo de construção tem buscado nível de aprendizagem contínua. "O André Rebouças foi construído com cerca de 4 milhões de horas/homem, metade do tempo dos primeiros navios. A previsão é que os navios de número nove e dez demore metade do tempo de trabalho do que se produz hoje", prevê.

O presidente da Transpetro, Cláudio Campos, destacou o nível de qualidade dos navios produzidos do EAS. "Para nós, que somos os contratantes, percebemos que o programa de renovação da frota está no caminho certo", comentou. A encomenda da transpetro com a EAS é de 10 navios tipo Suezmax, produzidos com mais de 65% de conteúdo local.

Já o governador Paulo Câmara falou da qualificação da mão de obra, destacando a produção de carros e navios no estado. "Pernambuco tem se destacado a partir do seu povo e governantes. A região Nordeste já deixou de ser um problema e hoje é parte da solução do Brasil", defendeu. Câmara ainda destacou a parceria com o governo federal. "Nesse momento de desafio que o país passa, Pernambuco é parceiro para que a gente possa desenvolver, diminuir a desigualdade e melhorar a qualidade de vida de cada um. Os trabalhadores do Atlântico Sul são um exemplo de que juntos podemos mudar", disse.

Após os discursos, Dilma deixou a EAS sem falar com os jornalistas.

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