caso neymar O que a polícia quer esclarecer com Neymar sobre acusação de estupro

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 13/06/2019 11:17 Atualizado em:

Foto: EVARISTO SA / AFP
Foto: EVARISTO SA / AFP
O depoimento do atacante Neymar, acusado pela modelo Najila Trindade de estupro e agressão, deverá ser a última peça para conclusão do inquérito policial conduzido pela delegada Juliana Lopes Bussacos, da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher de São Paulo.

O depoimento está previsto para a tarde desta quinta-feira (13) e obrigou agentes da 6ª DDM, no bairro de Santo Amaro, zona da sul da capital paulista, a traçarem esquema de segurança com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) diante de curiosos e os jornalistas -do Brasil e do exterior- que fazem campana no prédio da DDM desde o dia 1º deste mês.

Um dia antes, Najila registrou boletim de ocorrência acusando o jogador de estuprá-la no dia 15 de maio em um hotel em Paris.

Na condição de acusado, Neymar deverá ser o último a depor e terá que explicar as versões dadas pela acusadora. Veja os principais pontos que a polícia irá questionar o jogador da seleção.

SEXO FOI SEM CONSENTIMENTO?
Em seu depoimento no dia 7, a modelo diz que foi estuprada e agredida pelo atacante do PSG e da seleção brasileira. Segundo Najila Trindade, Neymar cometeu os crimes no primeiro dia em que esteve hospedada no hotel. Ela afirma que o jogador chegou ao hotel por volta das 20 horas (do dia 15) aparentemente alterado e, durante troca de carícias, teria desferido tapas em suas nádegas com força.

Najila afirma que, durante as carícias, perguntou se o jogador teria preservativos. Diante da negativa, ela diz que afirmou "então não vai passar disso". Depois, segundo a modelo, Neymar começou a lhe desferir mais tapas nas nádegas, puxou-a fortemente pelo braço, virando-a de costas, puxou seus cabelos e a penetrou.

A polícia quer ouvir a versão do atacante sobre a primeira noite. A defesa nega que houve estupro d diz que o sexo foi com consentimento. 

NEYMAR IGNOROU OS PEDIDOS DE NAJILA?
Najila também afirmou em seu depoimento que Neymar, após ter penetrado sem uso do preservativo, continuou ignorando os pedidos da modelo. Ela conta que, contrariada com a falta do preservativo, não conseguiu conter a ação do atacante. Ela afirma que a todo momento pedia para o jogador parar.

A delegada questionará Neymar sobre os apelos relatados pela suposta vítima. Se houve esses pedidos e se o atleta os ignorou.

FOTO SEM AUTORIZAÇÃO 
Ao se defender, o jogador do PSG postou um vídeo, que em seguida foi deletado pelo Instagram, com prints de conversas e fotos íntimas de Najila Trindade. Por esse ato, o jogador é investigado por crime de internet pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro. Neymar já depôs no Rio para essa investigação. Nesta quinta, ele deverá ser questionado especificamente sobre a versão dada pela suposta vítima de que ele fez fotos dela nua sem autorização. 

Segundo a modelo, depois da relação entre os dois, no dia 15, Neymar a empurrou e tirou uma foto do seu corpo corpo nu. Questionado pela modelo, o atacante teria afirmado "relaxa, não tem seu rosto, depois te mando". Ela afirma que pediu para que o jogador deletasse a imagem. E ele, minutos depois de deixar o hotel, enviou a foto para a modelo.

AGRESSÃO
A delegada Bussacos também questionará o atleta sobre acusações de agressões físicas nos dias 15 e de 16 maio. Najila afirma que provocou um segundo encontro, no dia 16, para filmar o jogador confessando que a agrediu. Seis dias depois do caso, ela fez exames em uma clínica particular onde registra hematomas e arranhaduras na região dos glúteos.

O relatório diz que Najila apresenta perda de peso e de sono, além de quadro de ansiedade e agressões físicas na região dos glúteos. Um exame de corpo de delito feito por Najila detectou lesão em um dedo da mão direita da modelo. Apesar de o laudo do IML não apontar lesão em partes íntimas da modelo, os investigadores não descartam a possibilidade de ter havido violência sexual.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.