ensino MEC afirma que já gastou 28% do orçamento de institutos e universidades

Por: Ingrid Soares - Correio Braziliense

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 16/05/2019 19:34 Atualizado em:

Foto: Rafael Carvalho/Divulgação/Casa Civil
Foto: Rafael Carvalho/Divulgação/Casa Civil
O ministro da educação Abraham Weintraub se reuniu na manhã desta quinta-feira (16) com o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes) e reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Reinaldo Centoducatte. Na saída, o reitor afirmou que Weintraub não sinalizou intenção explícita de revisão dos cortes, mas que se propôs a negociar com as universidades a antecipação de verbas não contingenciadas, que seriam liberadas apenas no segundo semestre.

“Se o contingenciamento é de 30%, nós colocamos a necessidade de liberação de limites dentro desses 70% que sobrariam. Essa questão, o ministro colocou que teria que ser analisada caso a caso”, disse o presidente da Andifes. Já o secretário executivo do Ministério da Educação, Antonio Paulo Vogel, afirmou que as universidades empenharam, em média, 28% do orçamento discricionário.

“As universidades estão muito longe ainda do limite que elas possuem. O que o reitor comentou aqui é que existe um sublimite de 40%. E esse limite de 40% está sendo discutido universidade a universidade", ressaltou. Centoducatte explicou ainda que a liberação dos recursos é importante para que as universidades e instituições federais não acumulem dívidas para o próximo semestre.

Durante a tarde, o ministro participou de novas reuniões. Uma delas com o deputado Delegado Pablo (PSL - AM). “Tivemos essa reunião hoje para fazer um debriefing da presença dele ontem no Congresso. Ele teve uma participação bastante exitosa, onde conseguiu explicar todas as questões do contingenciamento e deixou bem claro que é uma medida baseada no orçamento do ano passado. A intenção do governo federal é realizar novos aportes de recursos para que esse contingenciamento não vire um corte, mas sim, uma medida de emergência", afirma.

"A intenção não é diminuir valores da educação, mas trabalhar com responsabilidade fiscal aos valores que lhe foram destinados. Conversamos também sobre investir com força na educação da região norte”, conta. Sobre as manifestações nacionais em prol da educação, o deputado afirmou que ficou ‘receoso e questionador’ sobre o objetivo real da manifestação.

“Vimos, em vários estados, pessoas com bandeiras vermelhas onde estava escrito ‘Lula Livre’, coisas que nada têm a ver com educação. Quer manifestar, não tem problema, contanto que essa seja a finalidade específica”, concluiu.

Ainda está prevista para o fim da tarde um encontro com o deputado federal Elias Vaz (PSB-GO); o senador Jorge Kajuru (PSB-GO); o reitor  do Instituto Federal Goiano (IFGoiano), Vicente Pereira de Almeida; o reitor do Instituto Federal de Goiás (IFG), Gerônimo Rodrigues da Silva; e o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil.
 

"Represália"
No Twitter, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad criticou o decreto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro: Em represália aos megaprotestos, decreto inconstitucional de Bolsonaro ofende autonomia universitária. Legislativo e Judiciário precisam reagir.


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