POLÊMICA Governador do Rio, Witzel sobe em helicóptero com atirador e causa polêmica

Por: Agência Estado

Publicado em: 07/05/2019 11:02 Atualizado em: 07/05/2019 12:27

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), voltou a causar polêmica. Após defender o uso letal de "snipers" contra traficantes - e dizer até que eles já estariam atuando no Estado -, Witzel acompanhou, no sábado (4/5), uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), um grupo de elite da Polícia Civil fluminense. Ele sobrevoou uma comunidade em Angra dos Reis, no sul fluminense, e gravou vídeo no helicóptero, ao lado de um policial que apontava o fuzil para o bairro.

"Estou sobrevoando uma das áreas mais perigosas de Angra dos Reis, onde iniciamos uma operação da Core", escreveu Witzel no Twitter. Em outro vídeo, o governador afirmou que ia "botar fim na bandidagem". A ação não teve resultado significativo, e nesta Segunda-feira (6/5), o governador afirmou que era só "uma operação de reconhecimento". "Faz parte do meu trabalho reconhecer essa situação, como nenhum outro governante fez, participar ativamente com a polícia daquilo que é a obrigação do governante", justificou.

Hotel de luxo
Entre o sábado e o Domingo (5/5), Witzel ficou hospedado em um hotel de luxo de Angra, e um helicóptero do governo estadual ficou à sua disposição. Na segunda, ele afirmou que pagou com o próprio cartão de crédito as despesas de hospedagem.

"Vou a trabalho, só faço deslocamentos a trabalho. Estou enfrentando o crime organizado. Quem decide se eu devo voar ou ir via terrestre é o Gabinete de Segurança Institucional. Não tenha dúvida de que qualquer gota de combustível está sendo usada na defesa do Estado", afirmou o governador.

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa criticou Witzel e denunciou o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA). Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) afirmou que "vê com crescente preocupação a questão da segurança no Rio". 

Sobre as críticas de instituições a seus métodos de trabalho, Witzel afirmou que "é melhor abrir os olhos para o crime organizado e não para quem está fazendo o trabalho correto".


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