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Seca Cidades mineiras decretam situação de emergência e cancelam carnaval No Rio de Janeiro, a população recorre a caminhões-pipas e, em São Paulo, nível do Cantareira cai ainda mais

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 25/01/2015 08:36 Atualizado em: 25/01/2015 10:05

 (Nacho Doce/AFP)
O jogo de cintura que mais de 1 milhão de moradores de São Paulo teve que ter na semana passada para conviver com a falta de água já começa a ser reproduzido em outras regiões do país. Sem perspectivas de melhora a curto prazo, 15 cidades de Minas Gerais cancelaram o carnaval e 27 prefeituras decretaram situação de emergência.

Moradores da Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, têm feito o possível para não passar sede. Com a vazão do rio caindo, quem vive na região teve que pressionar a prefeitura por uma solução. O jeito foi enviar caminhões-pipas. Em meio a análises sobre a situação, a aposta do governo federal para que o cenário se reverta vem do céu. Mas nem a maior chuva do ano, que caiu na noite de sexta-feira para ontem, em solo paulista foi capaz de amenizar as condições do sistema Cantareira. Pelo contrário, o reservatório, responsável pelo abastecimento de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, caiu 0,1 ponto percentual e está em 5,2% de sua capacidade. Embora outros reservatórios tenham subido, o Cantareira sofre de um efeito esponja — o solo absorve a água, sem aumentar a água do reservatório —, que retarda sua recuperação.

Na ausência de políticas efetivas que possam resolver a crise hídrica imediatamente, os governos estaduais passaram a adotar ou a cogitar o racionamento. Além do uso controlado de água, a Região Metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, planeja aplicar multas por desperdício nos próximos 30 dias. O impacto na população não virá apenas no bolso. Onde o carnaval não for cortado, a programação será diferenciada. O chuveirão, tradicional em Sabará, foi cancelado. "No cenário atual de escassez de água e previsão de um possível racionamento, a previsão é colocar os recursos hídricos em primeira mão", explicou a prefeitura.

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