
“Scream for me Recifeeeeee!”. Essa frase era uma das mais esperadas para as mais de 18 mil pessoas que foram ao Jockey Clube assistir ao show do Iron Maiden na noite desta terça-feira. Muitas esperaram por décadas. Sucesso no Brasil desde a apresentação histórica no Rock in Rio de 1985, a banda inglesa liderada pelo vocalista Bruce Dickinson só fez confirmar entre os fãs nordestinos porque é a mais popular banda de heavy metal do mundo. Seguindo à risca o set list da turnê Somewhere back in time, o Iron Maiden fez um apresentação elétrica, com clássicos como The number of the beast, pirotecnia e até o boneco gigante de Eddie, o monstruoso mascote da banda.
Numa pontualidade quase britânica, a banda começou a tocar por volta das 21h15, somente 15 minutos depois do previsto. A terra literalmente tremeu quando o sexteto entrou no palco detonando Aces High. Nas quase duas horas que se seguiram, eles tocaram 2 minutes to midnight, Children of the damned, Wasted years, Powerslave, entre outras (confira aqui o set list completo).
Em ótima forma aos cinqüenta anos de idade, Bruce Dickinson é um capítulo à parte no show. O veterano vocalista que saiu da banda no começo dos anos 90 – e depois voltou quando sua carreira solo não decolou - pareceu genuinamente surpreso ao ver a enorme plateia que estava diante dele. A voz, potente tanto nos graves quanto nos agudos, era tão límpida que parecia gravada em estúdio. Os figurinos, porém, não ajudavam muito o cantor, que entrou no palco com uma calça preta cheia de buracos reveladores. Mas os fãs nem estavam aí para isso. Quando Bruce, vestido de soldado do século XIX, empunha a bandeira britânica na matadora The Trooper, a terra treme outra vez.
O jogo, é verdade, já estava ganho de goleada. Muito antes do Iron Maiden entrar no palco, os fãs não tinham dúvidas de que o show ia ser inesquecível. “Nunca pensei que um dia eles fossem tocar aqui. Só acreditei mesmo quando estava com o ingresso na mão”, disse o professor Klênnio Adams, 33 anos, “fã do Iron desde moleque”.
Até mesmo quem não conhecia as músicas da Donzela de ferro esperava muito da apresentação. “É o maior show já realizado no Nordeste. Quando vi a chamada na televisão, fiquei louco para ver os caras, mesmo não conhecendo muito. O show vale só pela estrutura gigantesca montada aqui”, opinou o comerciante Alexandre Firmino, de 30 anos.
O show terminou do jeito que todo metaleiro sonhava: com a promessa de que essa noite memorável vai se repetir. “Em 2010 vamos lançar um álbum de estúdio e em 2011 vamos sair em turnê. Esperamos voltar para cá”, contou Bruce, para delírio dos fãs.
Para mandar os metaleiros para casa – muitos, ainda que timidamente, queriam um bis depois do bis – a produção colocou a música “Always look on the bright side of life”, (“sempre olhe o melhor lado da vida”), do Monty Python. Depois de ver e ouvir a Donzela de ferro no Recife a letra da música fazia todo sentido para os headbangers do Nordeste. Ordenados e felizes, eles deixaram o Jockey Clube pacificamente, com a certeza de que a noite foi simplesmente inesquecível. Até 2011!
Você foi para o show histórico do Iron Maiden no Recife? Confira os comentários de alguns fãs e deixe a sua opinião sobre o show comentando esta matéria!
“Os velhos se garantem. A energia deles no palco é incrível”
Anderson Paiva, 19 anos
“O show superou todas as minhas expectativas. Eles tocaram só os clássicos, principalmente aqueles que marcaram os anos 80”
Sormaneo Fogo, de Natal (RN)
“A estrutura do show realmente foi ótima, mas o som, apesar de ser de qualidade, poderia estar mais alto”
Felipe Dantas, 28 anos
“O show de São Paulo foi mais completo. Aqui faltou a múmia e o Eddie gigante ficou mais tempo no palco”
Tereza Coimbra, 21 anos
“É muito emocionante ver o Iron Maiden tocando aqui, no Recife. Acho que Fear of the dark foi o ponto alto do show”
Tiago de Assis, 22 anos
“Faltei dois de trabalho, mas valeu a pena. O show foi perfeito, é a realização de um sonho”
Carlos Augusto, de Teresina (PI)
“Foi uma oportunidade única de conferir a era de ouro do rock. Adorei o local. Não havia estrutura nenhuma aqui e conseguiram montar um lugar completo para o show”
Eduardo Figueiredo, 20 anos
Por Maria Carolina Santos, do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
![]() Foto: Carolina Santos/ DP/ D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/ DP/ D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/ DP/ D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |
![]() Foto: Carolina Santos/DP/D.A Press |