Diario de Pernambuco

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José Alex Soares da Silva e Diego Pereira Cruz, ambos de 19 anos, estavam no lugar errado, na hora errada. Em janeiro deste ano, eles pararam para abastecer a moto em um posto de gasolina, na BR-428, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco e foram acusados de terem assaltado, momentos antes, outro posto de gasolina, na mesma rodovia. Os jovens foram brutalmente espancados por clientes e funcionários do posto assaltado. Um dos agressores chegou a quebrar o pé de tanto chutar a cabeça de José Alex. A noite de terror continuou na delegacia, onde seguiram apanhando dos policiais que atenderam a ocorrência. José Alex morreu depois de três dias agonizando em um hospital, respirando com a ajuda de aparelhos. Diego passou 39 dias preso pelo crime que não cometeu. No dia 23 de março, o Diariodepernambuco.com.br contou, com exclusividade, o drama das famílias dos jovens. Um perdeu a vida. Outro, a liberdade. Mas não a esperança. No dia 25, uma audiência na Justiça de Petrolina inocentou Diego Cruz pelo crime de assalto. Ele está livre das acusações injustas, mas continua preso à memória da noite que nunca vai esquecer e ao medo de que ambas as famílias possam ser ‘silenciadas’. À espera de uma reparação que não vai trazer o tempo perdido de volta, muito menos o amigo morto, mas pode levar à cadeia seus algozes. Cinco pessoas foram indiciadas pelo assassinato de José Alex e pelas agressões a Diego. Três policiais vão responder pela tortura contra ambos. De todos os envolvidos, apenas um está preso. Acompanhe, neste especial, as reportagens publicadas desde março deste ano e os todos os desdobramentos do caso.

EXPEDIENTE
Textos: Ed Wanderley e Carolina Monteiro | Edição: Carolina Monteiro | Imagens: Késia Souza/DP/D.A Press | Edição de vídeos: Thiago Uchôa | Fotos: Regina Lima/Esp.DP/D.A Press | Layout: Bosco