Inegavelmente, o internauta brasileiro se consolidou no mundo virtual como um modelo de usuário que dedica boa parte de seu tempo à navegação, e na maioria dele, está imerso nas inúmeras redes sociais que esta ferramenta oferece. Segundo estudos da Deloitte e comScore, o país já tem pelo menos 36,8 milhões de internautas, dos quais 13,7 milhões possui acesso diário residencial.
O que impressiona é que, destes, pelo menos 86% possuem perfis em ambientes digitais como as redes de relacionamento Orkut e Facebook ou de microblogs, Twitter, e 38% dos usuários os verificam todos os dias. Esse tipo de comportamento coloca o uso de redes sociais atrás apenas dos serviços de busca, mas à frente de serviços como e-mail, mensagens instantâneas e até da visualização de conteúdos pornográficos, que antes ocupava o posto de principal atividade na internet.
Em Pernambuco, muito além do entretenimento, essas ferramentas viraram armas em favor do consumidor e verdadeiros órgãos fiscalizadores contra desmandos e deficiências de serviços públicos, em especial do transporte coletivo, assunto que mobiliza milhares de usuários e chega a concentrar mais de 50% das reivindicações sociais em fóruns de discussão. Mais do que apontar ou reclamar de problemas, os internautas pernambucanos vêm se fazendo valer da força do discurso virtual coletivo para provocar mudanças desejadas, e necessárias, no mundo ‘físico’.

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