O deputado federal Silvio Costa (PMN-PE) está mesmo empenhado em levar para a tribuna da Câmara Federal um “currículo” da vida política do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), tentando mostrar para o país que o ex-governador não é o “paladino da ética” como estaria sendo visto após a entrevista dada à revista Veja. Tomando conhecimento das declarações feitas pelo também deputado federal e secretário geral do PMDB em Pernambuco, Raul Henry, à reportagem do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, Silvio Costa pormenorizou a defesa e reafirmou as críticas feitas a Jarbas.
“Lamento que o deputado Raul Henry tente explicar o inexplicável. Não fiz nenhuma acusação no campo pessoal ao senador Jarbas. Fiz apenas uma releitura do passado do senador. Agora, proponho ao deputado Raul Henry que fiquemos no debate político. Mas, se ele quiser ir para o campo pessoal, eu jogo qualquer jogo com ele”, disparou.
Na entrevista ao DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR, Raul afirmou que a iniciativa de Silvio Costa era uma tentativa de querer atingir a imagem pessoal do senador. Também chamou o deputado de “leviano” e “irresponsável”, dizendo que Costa estaria a serviço do grupo político que ele representa para fazer um “trabalho sujo”.
Silvio Costa disse que conversou hoje com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), e que vai tentar um espaço na tribuna da casa, provavelmente nas próximas terça ou quarta-feira, para expressar sua opinião acerca do PMDB e do senador Jarbas. “No pronunciamento, vou cobrar explicações do PMDB sobre as denúncias. Acho que Michel Temer, para continuar presidindo a casa, tem que dar explicações. Em segundo lugar, vou contar a história do senador para o Brasil, porque o país não conhece o currículo dele”, adiantou.
O deputado garantiu que não tem nenhuma divergência pessoal com o senador, mas afirmou que precisava, como cidadão e político, mostrar para o país que o peemedebista não poderia ser o “timoneiro da ética”, por ter, segundo Costa, um passado comprometedor.
Ele disse, ainda, que possui registro de mais de 20 fatos contra a vida pública de Jarbas que podem ser abordados em seu discurso na Câmara. “Uma pessoa que é parasita do poder como o senador, que vive literalmente do dinheiro público há 40 anos, um homem desse tem qualificação ética e moral política para posar de paladino da ética? Minha pergunta é, se a corrupção começou em 1994, por que apenas 15 anos depois ele veio denunciar o PMDB? Ele passou 15 anos sendo conivente com a corrupção. Tenho mais de 20 pontos para ele responder”, provocou o deputado.
Por Ana Cláudia Dolores, da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR