dívidas Endividamento das famílias fica estável em 60,7% em outubro, diz CNC Na comparação com outubro de 2017, houve queda de 1,1 ponto porcentual

Por: AE

Publicado em: 08/11/2018 13:17 Atualizado em:

Foto: Reprodução / Pixabay
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A proporção das famílias com dívidas se manteve estável em 60,7% na passagem de setembro para outubro, mostra a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com outubro de 2017, houve queda de 1,1 ponto porcentual. 

A Peic mostrou ainda que o porcentual de famílias com dívidas ou contas em atraso recuou em outubro de 2018, na comparação com o mês anterior, passando de 23,8% para 23,5%. A inadimplência também registrou queda em relação a outubro de 2017, quando chegou a 26,0% do total. 

Já o porcentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as contas ou dívidas em atraso e que, portanto, tendem a seguir inadimplentes, ficou estável em 9,9% na passagem de setembro para outubro, mas caiu em relação aos 10,1% de outubro de 2017. 

"A proporção de famílias inadimplentes diminuiu tanto na comparação mensal como na anual, acompanhando um patamar menor de endividamento e redução do comprometimento da renda destinada ao pagamento de dívidas", diz a nota divulgada pela CNC. "As taxas de juros em patamares mais baixos também constituem um fator favorável a esse resultado", segue o texto. 

Nas entrevistas com os consumidores, o cartão de crédito, mais uma vez, foi apontado como principal tipo de dívida, citado por 77,4% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (14 5%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (10,1%). 

Além disso, a proporção das famílias que se declararam "muito endividadas" diminuiu em relação a setembro, passando de 13,3% para 12,9%. Na comparação anual, também houve queda de 1,7 ponto porcentual. Já o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 65,3 dias em outubro de 2018, acima dos 63,8 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de sete meses, sendo que 32,1% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. 

"Entre aquelas endividadas, 20,1% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas", diz a nota da CNC.


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