inflação Inflação oficial atinge 0,45%, a maior taxa para outubro desde 2015 Os preços dos alimentos contribuíram para alta de preços

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 07/11/2018 09:21 Atualizado em:

Os preços do grupo alimentação e bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro. Foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
Os preços do grupo alimentação e bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro. Foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro registrou alta de 0,45%, que é a maior taxa para o mês desde 2015, quando marcou 0,82%. Os preços dos alimentos contribuíram para alta de preços. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (7/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O índice foi 0,03 ponto percentual maior do que o registrado em setembro (0,48%). Com o resultado, a inflação acumula 3,81% no ano, acima do que foi calculado no ano passado (2,21%). Em 12 meses, o IPCA saiu de 4,53% em setembro para 4,56% em outubro.

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 4,5% para 2018. A mediana das projeções dos economistas apontam que o índice deverá fechar o ano em 4,40%, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. 

Outubro
Os preços do grupo alimentação e bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro. A alta foi impulsionado, principalmente, pela alimentação no domicílio, que subiu 0,91%. Aumentou o custo do tomate (51,27%), da batata-inglesa (13,67%), do frango inteiro (1,95%) e das carnes (0,57%). Na contramão, a farinha de mandioca (-4,69%), o leite longa vida (-2,60%), os ovos (-1,12%) e o café moído (-0,94%) ficaram mais baratos. Já a alimentação fora variou 0,02%, com destaque para o lanche (-0,25%).

O grupo de transporte desacelerou de 1,69% para 0,92% entre setembro e outubro, mas continuou contribuindo para a alta do IPCA. Os combustíveis foram o destaque, com 2,44% de variação e 0,14 p.p. de impacto — o que equivale a aproximadamente um terço do IPCA. A alta do etanol (4,07%), o óleo diesel (2,45%) e a gasolina (2,18%) tiveram efeito. Ainda nos transportes, as passagens aéreas tiveram alta de 7,49%, porém uma desaceleração frente aos 16,81%, de setembro.

No grupo habitação, a taxa foi de 0,14%, com alta de 0,12% da energia elétrica. Houve reajuste de concessionárias no país, incluindo em Brasília, que teve aumento de 6,18%.  Desde junho, encontra-se em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com a cobrança adicional de R,05 por kwh consumido. Em novembro, passará a ser bandeira amarela.


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