Mercado Lojas de alto padrão se consolidam em Boa Viagem Empresários afirmam que moradores possuem hábitos de consumo específico e apontam diferenças e apontam diferenças entre as lojas de rua e de shopping

Por: Sávio Gabriel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 11/05/2018 08:10 Atualizado em: 11/05/2018 09:16

 (De acordo com Herácliton Diniz, que está à frente do Empório HD, os clientes de Boa Viagem são menos conservadoras em termos de moda. Foto: Ricardo Fernandes/arquivo)

Apesar de contar com um grande centro de compras, Boa Viagem também é conhecida pelas lojas de alto padrão que estão localizadas nos principais corredores do bairro. São lojas de roupas, joalheiras, concessionárias, salões de beleza e outros tipos de serviços que agradam o público da região. Os empresários que atuam na localidade também dizem que os moradores possuem alguns hábitos de consumo particulares em relação a outras regiões do Recife.

“Os consumidores da Zona Norte, por exemplo, são mais clássicos e conservadores. Em Boa Viagem as pessoas são mais modernas e ousadas, gostam mais de arriscar. Temos um público mais jovem, com uma pegada diferente”, comenta Herácliton Diniz, proprietário da Empório HD, loja especializada em roupas de alto padrão que funciona na Avenida Domingos Ferreira. A preferência por uma loja de rua em vez de uma dentro de um shopping, segundo ele, ajuda a aproximar o cliente da marca. “A loja de rua é algo mais intimista, mais aconchegante. De certa forma, cria um clima de intimidade com o cliente, que se sente em casa”, diz. A marca surgiu em Boa Viagem há 10 anos e hoje a Empório HD possui também uma unidade nas Graças.

Para a empresária Natália da Fonte, que está por trás de marcas como o Browbar (loja especializada em sobrancelhas) e Depilway (serviços de depilação), Boa Viagem é um celeiro para diversos tipos de negócio. “No caso do ramo da beleza, é preciso ter em mente que o público é bastante vaidoso e exigente. A própria proximidade com a praia faz com que as pessoas tenham um cuidado maior”, explica, acrescentando que os moradores do bairro estão dispostos a pagar mais por determinados serviços. “O tíquete médio das lojas são 10% a 20% maiores em relação à Zona Norte, por exemplo”.

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