O governo uruguaio desistiu de buscar sócio para retomar as atividades da Pluna e anunciou ontem o envio de projeto ao Parlamento para acelerar as etapas, previstas pela legislação local, de falências. O objetivo é leiloar seis dos 13 jatos Bombadier da Pluna — que está com todos voos cancelados desde sexta-feira — para relançar a companhia, sem dívidas. O lote está estimado em US$ 140 milhões, e os bens vendidos vão ressarcir credores e permitir a recuperação das conexões aéreas do Uruguai.
“As aeronaves serão deixadas com um depositário, que se encarregará de levá-las a leilão em até 60 dias”, disse o ministro da Economia uruguaio, Fernando Lorenzo. Caso se concretize o leilão, a empresa seria vendida, após 76 anos com a participação do Estado. Numa fase posterior, o governo planeja negociar com investidores as atuais concessões de voo que a Pluna dispõe na Argentina, no Brasil, no Chile e no Paraguai, além da contratação dos 700 empregados que estão, desde a quinta-feira, no seguro-desemprego.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) avisou que a Pluna pode ser multada em até R$ 360 mil por voo e ter a autorização para operar no Brasil cassada caso não preste a assistência devida aos passageiros prejudicados.
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