Sabatina Paulo Câmara mantém promessa de 2014 e diz que vai implementar bilhete único, se reeleito Em entrevista na tarde desta sexta-feira (14), o candidato a reeleição do estado disse que esse era uma meta para os próximos 4 anos

Por: Mariana Moraes

Publicado em: 14/09/2018 17:29 Atualizado em:

Foto: Helia Scheppa/Divulgação
Foto: Helia Scheppa/Divulgação
Governador de Pernambuco e candidato à reeleição, Paulo Câmara participou de sabatina promovida pelo G1, portal da Rede Globo de Comunicação, no começo da tarde desta sexta-feira (14). O postulante do PSB falou sobre como a crise atrasou projetos que foram prometidos em sua última campanha, insistiu na implementação do bilhete único, garantiu que o 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família não prejudicará a economia do Estado e afirmou que seu partido se arrependeu do impeachment.      
 
Durante a entrevista, Paulo Câmara citou diversas vezes como a crise atrasou a implementação, ou ampliação, das ações prometidas ainda em 2014, quando disputou pela primeira vez a governança do Estado. No quesito segurança pública, o Programa Atitude foi um dos que não cumpriram a meta estabelecida. Câmara havia prometido triplicar o projeto, que abriga e ajuda na ressocialização de dependentes químicos, mas isso não aconteceu. "Não deu pra fazer tudo, a crise foi muito séria", explicou o candidato. "Estamos fazendo mais com menos. Nós passamos de 2 mil atendimento para 3 mil", completou. O governador ainda disse investir em políticas de prevenção e que "com educação e cuidado com as pessoas iremos enfrentar o problema do crack".

Sobre o bilhete único, proposta que também foi divulgada antes de seu primeiro mandato e não foi posta em prática pelo político, Paulo respondeu que "promoveu tarifa única cobrando o anel mais barato" e que nesse campo conseguiu avançar. "Hoje 85% dos pernambucanos paga as passagem mais barata (R$ 3,20), a segunda menor do Brasil", afirmou. "Não deu para cumprir os 100% mas essa é a nossa meta para os próximos 4 anos", prometeu o candidato.
 
Proposta apresentada em novo plano de governo, o 13º salário para quem recebe o benefício Bolsa Família, segundo Câmara, não prejudicará as contas do Estado. O postulante garante que os pagamentos serão retirados do Fundo de Erradicação da Pobreza e que "é uma renda que vai voltar para a economia" já que o beneficiários "aplicarão em compras". Sobre o risco deste projeto prejudicar salários de outras classes, Câmara falou: "em nenhum momento deixamos de cumprir nossas obrigações e não vamos deixar agora".
 
Sobre a polêmica aliança com PT, Câmara admitiu que o seu partido se arrependeu do impeachment. "Avaliamos que o impeachment fez mal para o Brasil, o partido voltou atrás", disse Câmara, que critica o governo Temer alegando que Pernambuco sofreu "retaliação" durante seu mandato. Paulo disse que agora o partido precisa se "se reposicionar no campo de esquerda" e acredita que  o governo Fernando Haddad, indicado como líder da chapa do Partido dos Trabalhadores após o impedimento do ex-presidente Lula, irá ajudar o estado a crescer novamente.  
 
Paulo Câmara, em última pesquisa fornecida pelo Instituto Real Time Big Data, aparece com 26% das intenções de voto, ocupando o primeiro lugar.


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