Eleições 2018 Propaganda de Alckmin com tiros não ofende Bolsonaro, decide ministro do TSE A defesa de Bolsonaro alegou à Corte que a introdução "visa atacar diretamente" o deputado "no intuito de desequilibrar a disputa eleitoral, ofendendo a lisura e a moralidade do pleito"

Por: Estadão Conteúdo - Estadão Conteúdo

Publicado em: 03/09/2018 16:57 Atualizado em:

Para ministro do TSE, "não se verifica irregularidade capaz de denegrir a imagem" do deputado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil e José Cruz/ Agência Brasil
Para ministro do TSE, "não se verifica irregularidade capaz de denegrir a imagem" do deputado. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil e José Cruz/ Agência Brasil
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Sérgio Silveira Banhos, negou representação do deputado Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência, contra propaganda do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio do Planalto que traz o slogan "Não é na bala que se resolve".

Na inserção, projéteis atingem objetos que simbolizam o "desemprego", o "analfabetismo", a "fome" e outros. Na último segundo, uma bala segue em direção à cabeça de uma criança. "Não é na bala que se resolve", diz a legenda - em uma clara alusão ao discurso do candidato Bolsonaro.

A defesa de Bolsonaro alegou à Corte que a introdução "visa atacar diretamente" o deputado "no intuito de desequilibrar a disputa eleitoral, ofendendo a lisura e a moralidade do pleito".

Dessa forma, pediu a "concessão de medida liminar para determinar a suspensão imediata da veiculação na televisão e nas páginas oficias do representado no Facebook e no Twitter da inserção impugnada, até o julgamento final da demanda".

No entanto, para o ministro Sérgio Silveira Banhos "não se verifica irregularidade capaz de denegrir a imagem" do deputado.


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