ELEIÇÕES 2018 Amoêdo prega o liberalismo O presidenciável flerta com os simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL), que está em segundo lugar nas pesquisas

Por: Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/08/2018 08:18 Atualizado em:

Candidato do Novo apresentou suas propostas. Foto: Nando Chiappetta/DP
Candidato do Novo apresentou suas propostas. Foto: Nando Chiappetta/DP
O candidato à Presidência da República pelo Novo, João Amoêdo, fez a primeira visita ao estado ontem, durante a campanha eleitoral, mas chegou ao Recife sem um discurso direcionado ao Nordeste, região do país onde a pobreza e a violência mais cresceram, segundo últimos dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (Pnad) e do Atlas da Violência. Sem as propostas regionalizadas, ele defendeu a reforma da Previdência nos moldes em que está sendo discutida, posicionou-se em defesa das privatizações, inclusive da Petrobras e Chesf, e da liberação do porte de armas. Também disse que não moraria no Palácio da Alvorada, onde somente os cuidados com o jardim custariam R$ 4 milhões ao ano. 

Amoêdo tenta conquistar um eleitorado que se identifica com o liberalismo, mas também flerta com os simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL), que está em segundo lugar nas pesquisas. Segundo Amoêdo, o que falta no Brasil também se adapta ao Nordeste, como liberdade para as pessoas empreenderem, melhorias na infraestrutura – especialmente no turismo – e capacitação básica para as pessoas. “O Nordeste tem muitas coisas boas e parte acaba se adaptando muito ao resto do Brasil. O que falta no Brasil? Primeiro, falta liberdade para as pessoas empreenderem; segundo, melhorar a infraestrutura, o turismo que é uma área essencial para o Nordeste, e a segurança. Terceiro, queremos melhorar a capacitação básica das pessoas, tanto na educação fundamental como na técnica”, declarou, em entrevista coletiva concedida no comitê eleitoral do Recife, no Pina.

Indagado sobre qual reforma da Previdência defende, ele disse apoiar uma mudança semelhante a que já vem sendo discutida. Defendeu o aumento da idade mínima de aposentadoria para 65 anos, a desvinculação do reajuste da aposentaria com o salário-mínimo, o tempo mínimo de contribuição e um teto de aposentadoria de R$ 5,6 mil para os servidores e iniciativa privada. 

“O último ponto também é se valeria ter uma contribuição para os aposentados da área rural. Só para lembrar, a aposentadoria rural hoje deixa um buraco muito grande na Previdência e apenas 2% dos que recebem a aposentadoria rural são os 20% mais pobres da população”, disse. 
 
 


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