Eleições 'Não serei incoerente com o que eu defendo', disse Marília Arraes A pré-candidata fez a afirmação ao ser indagada em que situação ficaria caso o PT nacional decidisse fazer uma aliança com o PSB de Pernambuco.

Por: Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicado em: 12/07/2018 06:00 Atualizado em: 12/07/2018 10:00

Arthur Marrocos: Divulgação
Arthur Marrocos: Divulgação

 

Pré-candidata ao governo do estado pelo PT, a vereadora Marília Arraes afirmou, ontem, que não defenderá o governador Paulo Câmara (PSB) caso o PT nacional decida fazer uma aliança no estado com o PSB, a quem faz oposição. Marília deu a declaração após acompanhar a entrevista da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que veio ao Recife ontem para se reunir com a executiva do PT estadual e se encontrar, hoje, com o governador. “Não serei incoerente com o que eu defendo, ela sabe desse posicionamento”, declarou a vereadora.

Marília admitiu, ainda, que sua candidatura só não se consolidará caso o PSB nacional decida apoiar Lula, repetindo o que foi explicado por Gleisi num encontro que durou mais de duas horas, na sede do PT estadual. “O que nos dá esperança é que (a nossa pré-candidatura não está no varejo, não está no plano local, mas no plano nacional. A gente fica mais à vontade dessa forma”, avaliou a pré-candidata, logo após acompanhar Gleisi falando sobre as pretensões de aliança nacional entre o PT e o PSB, que também mantém, paralelamente, as negociações com o presidenciável Ciro Gomes   (PDT).

Gleisi, por sua vez, frisou que a unidade interna do PT em Pernambuco pode ser construída em virtude de algo maior, que é a defesa do ex-presidente. “Nós temos circunstâncias aqui que são mais complicadas, mas eu acho que é importante o PT ter apresentado e se posicionado aqui com a candidatura. Todos vamos amadurecer e de uma coisa temos uma certeza muito forte: Lula é a única pessoa capaz de dar rumo para esse país e essa certeza é que nos dá uma unidade política muito forte”, declarou. Ela acrescentou: “Se der aliança (com o PSB), vamos voltar e conversar aqui  para sabermos como vamos encaminhar”.

A presidente nacional do PT declarou que veio ao estado para preparar um calendário que culmine com a inscrição da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral, no dia 15 de agosto, e discutir a questão local. Ela ficou numa reunião fechada com a executiva estadual do PT e os pré-candidatos da sigla ao governo, como a própria Marília Arraes, por mais de duas horas. “Viemos apresentar nosso plano de governo. Se fizermos uma aliança, vamos apresentar (o programa) para a coligação do estado. Se não fizermos aliança, temos um plano de governo que vamos trabalhar em cima dele”, ressaltou.

Indagada se o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tinha lhe externado algum desconforto pelo fato de o PT insistir na pré-candidatura de Lula, mesmo ele estando preso, Gleisi foi taxativa: “Não, ele sabe que, inclusive, nossa aliança passa por isso, é uma aliança com a nossa estratégia política também, da definição de ter Lula como candidato”, afirmou.



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