crescimento Na mira da OMS, Brasil registra aumento nos casos de sarampo Ao todo, 10.274 pessoas adoeceram. Houve 12 mortes em quatro unidades da Federação. A situação mais crítica é a do Amazonas, com 9.778 casos confirmados e seis mortos

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 11/01/2019 07:51 Atualizado em:

Foto: Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press
Foto: Paulo H. Carvalho/CB/D.A Press
A menos de um mês de expirar o prazo que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) deu ao Brasil para frear o contágio pelo sarampo, o país ainda enfrenta uma severa transmissão da doença. O balanço divulgado ontem pelo Ministério da Saúde mostra que a enfermidade avança menos, mas não foi contida. Ao todo, 10.274 pessoas adoeceram. Houve 12 mortes em quatro unidades da Federação.

A situação mais crítica é a do Amazonas, com  9.778 casos confirmados e seis mortos. Em Roraima, onde o surto começou, houve 349 contaminações. DF, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Bahia, Pernambuco, Pará e Sergipe notificaram, juntos, 141 adoecimentos.

Mais de 15 milhões de doses da vacina foram distribuídas. A imunização precária foi o principal fator por trás do pior surto de sarampo em 20 anos no país. Os primeiros doentes, foragidos da Venezuela, disseminam o vírus desde 2017, e a situação saiu de controle. Em outubro, a Opas avisou que até fevereiro deste ano o Ministério da Saúde deveria diminuir as infecções, sob risco de perder o certificado de eliminação da doença, obtido em 2016.

Redução
Nas últimas semanas, segundo o governo brasileiro, houve diminuição na notificação de casos novos. “Desde o início do surto, houve o envio de técnicos para apoiar os gestores na vigilância epidemiológica, nas medidas de imunização e de laboratório in loco. Também houve apoio com equipes de investigação, repasse de apoio financeiro e envio de kits laboratoriais e de vacinas”, destaca o Ministério da Saúde, em nota.


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