Educação Bolsonaro muda edital, abre margem para erros e retira diversidade de livros didáticos

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 09/01/2019 16:45 Atualizado em: 09/01/2019 17:25

Foto: Arquivo / Agência Brasil
Foto: Arquivo / Agência Brasil
O governo do presidente Jair Bolsonaro alterou o edital para os livros didáticos que serão comprados para escolas públicas do Brasil pela nova administração do Ministério da Educação (MEC) a partir de 2020. A mudança, feita no primeiro dia útil da gestão, 2 de janeiro, toca em temáticas sensíveis.

De acordo com o novo edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), lançado pelo MEC, não há mais a necessidade de citação de origem do conteúdo (referências bibliográficas). O item que abordava que a publicação deveria ''estar isenta de erros de revisão e/ ou impressão" e o tópico relacionado à ausência de ''publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais" também ficaram de fora. Além destes, outras determinações excluídas pela atualização foram a prevenção da violência contra a mulher e a promoção da cultura quilombola e dos povos do campo.

A norma para que seja ilustrada ''adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país" também foi retirada.

A modificação atende o cronograma dos livros a serem comprados para o ensino fundamental 2 (6º a 9º ano) a partir do próximo ano - assim, as escolhas serão feitas com base neste novo modelo -, já que o material de 2019 foi enviado no último mês novembro e serão avaliados até o fim do primeiro semestre. Todavia, de acordo com o Blog Renata Cafardo, do Estadão, as editoras que forneceram os exemplares didáticos neste período consideram a possibilidade destes serem reprovados.

Leia na íntegra o modelo atualizado, disponível no site do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão vinculado ao MEC.


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