História Incêndio destrói Museu Nacional do Rio de Janeiro Chamas consomem acervo do museu. O prédio tem cerca de 20 milhões de peças

Por: Agência Brasil

Publicado em: 02/09/2018 22:23 Atualizado em: 02/09/2018 22:34

Incêndio atinge prédio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade. Foto: Vitor Abdala/ Agência Brasil
Incêndio atinge prédio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, na zona norte da cidade. Foto: Vitor Abdala/ Agência Brasil
O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro pediu apoio a homens e viaturas de sete quartéis para tentar controlar o incêndio que atinge hoje (2) o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte da capital fluminense. A assessoria informou que há escadas magirus suficientes e água também.

Os bombeiros informaram ainda que, apesar da extensão do incêndio, não há aparentemente risco de as labaredas se alastrarem para as áreas verdes ao redor do prédio. Pela análise preliminar, o fogo atingiu a maior parte do edifício – duas áreas em que estão coleções e exposições, além da parte administrativa. Mas um setor teria sido preservado.


Na noite deste domingo, um incêndio de grandes proporções atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro. O prédio histórico de dois séculos foi residência da família real brasileira e tem um dos acervos mais importantes do país – são cerca de 20 milhões de peças. A estrutura do prédio tem três andares, é ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o fogo toma de conta de boa parte da construção.

Até o fechamento desta reportagem, os bombeiros não dispunham de informações sobre vítimas. O museu estava fechado para visitação no momento em que o incêndio começou. Por segurança, há homens também da Polícia Militar e profissionais de saúde em ambulâncias.

História
Mais antiga instituição histórica do país, o Museu Nacional do Rio foi fundado por D.João VI, em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada por reunir pesquisas raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias.

O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso de museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

No acervo, com cerca de 20 milhões de itens, há diversificação nas peças, pois reúne coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. Há, ainda, uma biblioteca com livros com obras raras.

O Museu Nacional do Rio oferece cursos de extensão e pós-graduação em várias áreas de conhecimento. Para esta semana, era esperado um debate sobre a independência do país. No próximo mês, estava previsto o IV Simpósio Brasileiro de Paleontoinvertebrados no local.


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