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Exame A duas semanas do Enem, alunos apostam em concentração e foco para a prova Mais de 8,6 milhões de brasileiros aguardam a avaliação que pode dar acesso a universidades, institutos federais, bolsas no programa Ciências sem Fronteiras ou financiamento estudantil

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 20/10/2016 07:37 Atualizado em: 07/11/2016 19:02

A duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016, mais de 8,6 milhões de brasileiros aguardam a avaliação que pode dar acesso a universidades, institutos federais, bolsas no programa Ciências sem Fronteiras ou financiamento estudantil. As provas estão marcadas para 5 e 6 de novembro e, segundo especialistas, é o momento de se dedicar à resolução de problemas e a controlar a ansiedade.

Para essa reta final, o coordenador geral do colégio Pódion, George Gonçalves, orienta os candidatos a reduzirem o ritmo de leitura de conteúdos. Segundo ele, por meio da resolução de exercícios, os candidatos podem identificar os conteúdos que mais precisam revisar. “Também se deve direcionar o tempo de estudo para questões que tenham maior peso para o curso pretendido”, alerta.

Ele lembra ainda que o Enem é uma prova longa — são 180 questões, em dois dias de avaliação. Por isso, destaca que é importante se adaptar às condições da prova. Uma das diferenças entre a preparação para o Programa de Avaliação Seriada (PAS) e o vestibular da Universidade de Brasília (UnB) é que, nessas duas avaliações, o aluno pode estudar com calculadora, porque é permitido na prova. Já no Enem, o uso não é autorizado. O aluno pode ter dificuldade se deixar para abrir mão desse recurso só na hora da prova.

Outro ponto importante é checar o local de prova com antecedência. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os dados ontem. O endereço em que se fará o exame deve ser consultado pelo site: enem.inep.gov.br/participante.

Equilíbrio
Com relação ao preparo emocional, a palavra-chave é autocontrole, de acordo com a professora Regina Pedroza, do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da UnB. Para ela, o candidato não deve ficar desesperado pelo que não estudou, mas acreditar no que sabe. “Deve-se estar concentrado, mas tranquilo. Não se deve querer apreender o que deveria ter sido aprendido ao longo do ano”, orienta.



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