Mobilidade Agamenon terá dois corredores de ônibus Além da Faixa Azul no lado direito da calçada, nos dois sentidos, está previsto também o ramal do BRT

Por: Rosália Vasconcelos

Publicado em: 23/11/2018 09:45 Atualizado em: 23/11/2018 09:52

Imagem: Arquivo/DP
Imagem: Arquivo/DP

Após muitas idas e vindas sobre qual projeto de mobilidade caberia de forma mais adequada à Avenida Agamenon Magalhães, a Prefeitura do Recife e o governo do estado decidiram pela implantação do Sistema BRS (Bus Rapid Service) e do ramal de Bus Rapid Transit (BRT) do Corredor Norte Sul, que já estava previsto para ser concluído antes da Copa do Mundo em 2014 mas ainda não foi implantado. A Faixa Azul é o que está mais próximo de se tornar realidade, com previsão de sair do papel no primeiro semestre do próximo ano, segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU). A Secretaria estadual de Cidades informou que ainda está na fase de realização dos estudos necessários para a implantação do corredor de BRT na primeira perimetral da cidade.

“O projeto de Faixa Azul na Agamenon Magalhães depende de uma série de intervenções. Começamos a realizá-las desde o início deste ano, mas os estudos iniciaram no ano passado. A primeira foi a mudança de circulação do bairro da Ilha do Leite, favorecendo o tráfego da Agamenon na intercessão com a Rua Paissandu. Em seguida, foi a vez de alterar o trânsito na Ilha do Retiro. E, na semana passada, foram feitas ações na Avenida Beira Rio, no bairro da Torre, na altura da Rua José Osório, que complementa o tráfego da Rua Joaquim Nabuco, uma via radial importante da Agamenon”, explica a presidente da CTTU, Taciana Ferreira. 

Outras intervenções previstas até o início do próximo ano, de acordo com Taciana, devem ocorrer no Derby e no Parque Amorim, para que as faixas da direita da Avenida Agamenon Magalhães se tornem corredor exclusivo para ônibus. Também devem ser realizadas algumas obras físicas, como as de requalificação do passeio público do canteiro central do corredor viário para retirar a inclinação das calçadas, e a desativação de algumas agulhas.

Toda a rede semafórica da Agamenon Magalhães será requalificada. O giro à esquerda, de quem vem de Boa Viagem, para entrar na Rua Joaquim Nabuco, que passa ao lado do Hospital da Restauração, poderá ser retirado para evitar retenções. Mas, ainda segundo Taciana, apesar da priorização do transporte público, não deverá haver restrição em relação à circulação de automóveis particulares.

“Essas intervenções são necessárias porque na Agamenon existem as agulhas, que são as entradas e saídas da pista central para as vias locais que deságuam nas radiais. Num corredor por onde circulam mais de 300 veículos de ônibus por hora, sobretudo no entroncamento do Derby, não podemos simplesmente pintar uma faixa azul exclusiva, sem realizar um estudo cuidadoso dos impactos que trará em toda a cidade. Qualquer mudança na Avenida Agamenon Magalhães traz reflexos em todo o Recife e em Olinda”, disse Taciana. Segundo ela, no futuro, se houver condições de receber uma ciclovia, o equipamento também será implantado no corredor que liga Olinda à Zona Sul do Recife. “Mas hoje o foco é o transporte público”, disse a presidente da CTTU. 

Como primeira perimetral do Recife, a artéria recebe e fornece o fluxo de vias radiais importantes para a cidade, como as avenidas Abdias de Carvalho, Rui Barbosa, Rosa e Silva, Conde da Boa Vista e Joaquim Inácio. Pelos 4,8 km de extensão da Agamenon Magalhães, circula uma média de 98 mil veículos diariamente (somando os dois sentidos), com 60 linhas de ônibus que, juntas, fazem 4,1 mil viagens diárias, transportando 280 mil passageiros por dia. A via possui 17 semáforos e 12 agentes de trânsito atuam diariamente no local. 


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