Conclusão Ministério Público de Pernambuco pede arquivamento de inquérito de PMs atropelados no metrô O sargento Enéas Severino Silva, o cabo Adeildo José Alves e o soldado Clécio Fagner Santos do Nascimento morreram durante ação policial

Publicado em: 29/08/2018 17:30 Atualizado em: 29/08/2018 18:21

Local onde o acidente aconteceu, entre as estações Joana Bezerra e Recife, tem baixa iluminação. Foto: Peu Ricardo/DP.
Local onde o acidente aconteceu, entre as estações Joana Bezerra e Recife, tem baixa iluminação. Foto: Peu Ricardo/DP.
 O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu arquivamento do caso dos policiais militares atropelados por uma composição do metrô do Recife em maio deste ano. A solicitação do órgão acompanha a conclusão do inquérito da Polícia Civil, feito pelo delegado Paulo Jean, que não encontrou provas de negligência ou elementos que atribuam responsabilidade a algum envolvido. No acidente, três PMs morreram - sendo dois na hora e outro seis dias depois - e um ficou ferido.

A polícia concluiu que o acidente aconteceu por causa da baixa iluminação na área dos trilhos. "
A Central de Inquéritos da Capital remeteu ontem (nessa terça-feira, 28) à Justiça a manifestação requerendo o arquivamento do caso por fato atípico. O Ministério Público ratifica a conclusão da Polícia Civil de que a morte dos policiais militares foi um acidente, não havendo provas de negligência ou qualquer elemento que impute culpabilidade aos envolvidos", informou o MPPE.

Entenda o caso

Policiais que morreram no local do acidente foram enterrados no Cemitério de Santo Amaro. Foto: Paulo Paiva/DP.
Policiais que morreram no local do acidente foram enterrados no Cemitério de Santo Amaro. Foto: Paulo Paiva/DP.
 Uma equipe de quatro policiais do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) do 16º Batalhão da Polícia Militar de Pernambuco, que entrou na linha do metrô do Recife para atuar em uma ocorrência de tentativa de homicídio, acabou sofrendo um atropelamento que causou a morte de três integrantes e deixou outro ferido. A equipe de PMs havia recebido denúncia de que um grupo de cinco homens encapuzados estava com um refém no local e se preparava para assassiná-lo. Em busca dos bandidos, os policiais entraram na via férrea enquanto ainda havia movimento de composições.

O acidente ocorreu por volta das 22h do dia 15 de maio deste ano, quando a equipe do Gati chegou nas imediações da Favela do Papelão, próxima ao quartel da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), entre as estações Joana Bezerra e Recife. Segundo o Instituto de Criminalística (IC), o local do acidente tem trilhos em declive e visibilidade nula. 

O sargento Enéas Severino Silva, de 42 anos, e o cabo Adeildo José Alves, 40 anos, morreram no local do acidente. Já o soldado Clécio Fagner Santos do Nascimento, 36, morreu seis dias depois no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, área central do Recife. O policial chegou a ficar internado em estado grave, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. O soldado Luciano Antônio da Silva, 35 anos, foi o único sobrevivente.



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