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Enem 2016 Professores do Colégio Boa Viagem comentam cadernos do primeiro dia de provas do Enem Os cadernos de Ciências Humanas e da Natureza se diferenciaram dos outros anos com uma abordagem mais direta e com mais conteúdo

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/11/2016 20:33 Atualizado em: 07/11/2016 18:17

Professores Valdemir Freire, Edson Rocha e Flavio Carmo comentam as provas.
Foto: Peu Ricardo/DP.
Professores Valdemir Freire, Edson Rocha e Flavio Carmo comentam as provas. Foto: Peu Ricardo/DP.

Historicamente a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tem um formato mais interpretativo. As disciplinas aparecem de maneira contextualizada e ligadas entre si. No entanto, os textos longos que exigiam interpretação deram lugar a dois cadernos de conteúdos mais densos e enunciados mais diretos neste ano. O Diario ouviu professores do Colégio Boa Viagem que comentaram sobre o que permaneceu e o que o Enem trouxe de novo neste sábado, primeiro dia de provas, quando os feras responderam ao cardenos de Ciências Humanas e da Natureza.

Uma das mais temidas pelos feras, a prova de física traz, em sua maioria, assuntos relacionados à mecância, que representa ao todo cinco questões. Outro tema aproveitado em quatro enunciados foi ondulatória, seguidos por eletricidade que foi abordada em três enunciados e termologia em duas questões. "A prova foi seletiva em relação aos anos anteriores. Realmente não foi fácil, aquele aluno aventureiro não faria, mas quem estudou realmente conseguiu concluir. Então não veio nada para contestar, como já ocorreu em provas anteriores, mas não foi uma prova fácil. Foi bem elaboarada e objetiva", conta o professor de física do Colégio Boa Viagem, Marco Aurélio.

Já em química, os temas foram os mesmos que são abordados costumeiramente nas edições anteriores do Enem. "O tema mais frequente na prova foi estequiometria, que sempre cai e nesse ano apareceu em duas questões. Outros também abordados foram radioatividade, reações orgânicas e polaridade. Uma surpresa foi aparecer reações inorgânicas, que nunca havia caído nas provas. Não houve predominância de alguma área da química. Foi realmente bem distribuída", analisa o professor de química do Colégio Boa Viagem, Flávio Carmo.

Como já era esperado pelos professores e alunos que estavam se preparando para as provas, a ecologia foi cobrada na maior parte da prova de biologia, aparecendo em sete questões. Além do tema que é frequente, as questões contemplaram também botânica, citologia e fisiologia. "A grande surpresa foi botânica, que, inclusive, trouxe uma questão muito bonita de fisiologia vegetal. Se o aluno não olhou o assunto direito ele relamente não sairia do canto. A gente apostava nas aborviroses, mas não caiu", explica o professor de biologia do Colégio Boa Viagem, Andrey Freire.

No caderno de Ciências Humanas, estiveram temas já esperados, como corolenismo e questões de gênero, tornando a prova pontual. "O aluno que se preparou conceitualmente para se deu bem. A principal característica foi a demarcação entre filosofia e sociologia, facilitando a diferenciação para o estudante", explica o professor de filosofia e sociologia do Colégio Boa Viagem, Luiz Neto. Estas duas disciplinas, inclusive, trouxeram o sexismo pela primeira vez. "Esse ano a abordagem dos filósofos políticos foi menor, com apenas uma questão de democracia", diz. Também teórica, a prova de geografia manteve a abordagem dos outros anos. "A geografia humana, com questões de migrações internas e machismo deram um formato menos denso à prova", comenta o professor de Geografia do Colégio Boa Viagem, João Santana.


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