Segurança Terremoto deixa oito mortos e 40 desaparecidos no norte do Japão O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores.

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 06/09/2018 09:00 Atualizado em:

O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região de Osaka .Foto: JIJI PRESS / AFP
O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região de Osaka .Foto: JIJI PRESS / AFP
Um terremoto de 6,6 graus de magnitude sacudiu nesta quinta-feira (6) a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, deixando pelo menos oito mortos, cerca de 40 desaparecidos e 125 feridos - anunciou o canal público de televisão NHK.

Os cinco corpos foram encontrados sob os escombros de casas destruídas pelo sismo em Atsuma, uma localidade de montanha na ilha de Hokkaido.

O epicentro do tremor foi situado 62 km a sudeste da capital regional, Saporo, apenas dois dias após um tufão causar importantes danos na região ocidental de Osaka. O terremoto foi seguido por um abalo secundário de 5,3 graus e por outros tremores menores.

A Agência Meteorológica japonesa anunciou uma leve elevação do nível do mar nas zonas costeiras, mas não emitiu alerta de tsunami.

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, informou a morte de duas pessoas. Segundo o canal estatal NHK, uma das vítimas fatais é um homem de 82 anos, que caiu da escada de sua casa durante o tremor. Ainda de acordo com a emissora, há pelo menos 125 feridos.

O terremoto provocou ao menos quatro deslizamentos de terra, acrescentou Suga. Fotos aéreas mostram os estragos causados por um deslizamento de terra que arrancou todas as árvores e soterrou casas em Atsuma, onde há 39 desaparecidos, relatou o canal NHK.

Os bombeiros evacuavam os demais habitantes de Atsuma de helicóptero.

Oito casas desabaram, e os socorristas trabalham à procura de possíveis vítimas soterradas, segundo o Corpo de Bombeiros.

- Sem energia elétrica

Um contingente de 4 mil militares foi enviado à região para participar dos trabalhos de resgate, e este número deve ser ampliado para 25 mil homens, anunciou o primeiro-ministro Shinzo Abe, após uma reunião do gabinete de crise.

Segundo a Hokkaido Electric Power, 2,95 milhões de residências estão sem eletricidade em consequência do tremor, que paralisou a atividade de todas as usinas da região.

O fornecimento de energia deve ser retomado de forma progressiva, informou o ministro da Indústria, Hiroshige Seko.

O terremoto também perturbou os transportes ferroviários e aéreos. O aeroporto de Sapporo Chitose cancelou todos os seus voos, segundo a agência de notícias Kyodo.

As autoridades alertaram para o risco de novos tremores: "Fortes abalos secundários ocorrem geralmente nos dois, ou três, dias seguintes", disse Toshiyuki Matsumori, encarregado de vigilância de tsunamis e terremotos da agência meteorológica.

"O risco de desabamento de casas e de deslizamentos de terra pode ter aumentado nas zonas que sofreram fortes abalos. Pedimos à população que preste atenção na atividade sísmica e nas chuvas, e que evitem as zonas de risco", adverte Matsumori.

"O terremoto me acordou logo após às três da madrugada. Acendi a luz, mas a energia acabou logo depois", contou Akira Fukui, morador de Sapporo.

"Houve um abalo repentino, extremo. Balançou de forma lateral durante muito tempo, parou e voltou a tremer. Tenho 51 anos e nunca vivi algo assim", declarou Kazuo Kibayashi, morador da cidade de Abira.

"Pensei que minha casa fosse desabar, ficou tudo revirado. Minha filha, que está na escola, ficou aterrorizada", contou.

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