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TRAGÉDIA Bombeiros lutam contra incêndio florestal que deixou 62 mortos em Portugal Autoridades não descartam a possibilidade de encontrar outras vítimas nas áreas devastadas pelas chamas

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 19/06/2017 08:47 Atualizado em:

Mais de 1.000 bombeiros lutavam nesta segunda-feira para tentar conter o gigantesco incêndio florestal na região central de Portugal, que deixou pelo menos 62 mortos e provocou uma forte comoção no país. 

Após um fim de semana com 40 graus Celsius em várias regiões do país, a temperatura registrou leve queda, mas o incêndio, declarado no sábado à tarde em Pedrógão Grande, prosseguia na direção das regiões vizinhas de Castelo Branco e Coimbra. 

O número de focos foi reduzido para 35 no domingo à noite em todo o país, mas os recursos mobilizados continuavam sendo praticamente os mesmos, com mais de 2.000 bombeiros e 660 veículos. 

"O risco de incêndio é máximo no centro", alertou a Proteção Civil. 

"Portugal chora por Pedrógão Grande" ou "Em memória das vítimas" eram algumas das manchetes dos jornais.

"Como isto pode ter acontecido?", pergunta o Jornal de Notícias. "Por quê?", questiona o Público. 

"Nossa dor é imensa, como nossa solidariedade com as famílias da tragédia", afirmou no domingo o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, emocionado com a maior tragédia da história recente de Portugal. 

"Temos uma sensação de injustiça, pois a tragédia afetou os portugueses dos quais se fala pouco, de uma zona rural isolada", completou. 

O balanço oficial mais recente era de 62 mortos e 62 feridos, incluindo cinco em estado grave, uma criança e quatro bombeiros. Mas as autoridades não descartam a possibilidade de encontrar outras vítimas nas áreas devastadas pelas chamas. 

Nas colinas situadas entre as localidades de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, que 24 horas antes das chamas estavam repletas de eucaliptos e pinheiros, a devastação era total. 

"O fim do mundo"
De acordo com as autoridades, muitas vítimas morreram em seus veículos quando se viram cercadas pelas chamas no momento em que passavam pela rodovia nacional 236, que liga Figueiró dos Vinhos com Castanheira de Pera, no sábado. 

"Era verdadeiramente um inferno. Pensei que o fim do mundo havia chegado. Não acreditei que sairia viva", contou Maria de Fátima Nunes, que foi resgatada pelos bombeiros. 



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