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Paraguai » Sem o cargo de presidente, Lugo perde ajuda de saúde

Agência O Globo

Publicação: 25/06/2012 22:23 Atualização:

A inesperada saída do poder de Fernando Lugo já provocou graves problemas de saúde em sua família e obrigará o ex-presidente paraguaio a continuar o tratamento contra um câncer linfático, em princípio, sem ajuda estatal. Ao ser informado sobre o impeachment na sexta-feira passada, Pompeyo Lugo, irmão do ex-chefe de Estado, sofreu um ataque cardíaco e até esta segunda-feira continuava internado na clínica Lacosta, em Assunção.

Segundo confirmou ao GLOBO o médico pessoal do ex-presidente, Alfredo Boccia Paz, Lugo ainda tem de realizar três tratamentos até o fim deste ano, sob um custo estimado em cerca de US$ 12 mil.

"Ele está bem, com remissão completa e bom prognóstico. Mas ainda está em fase de tratamento", explicou Boccia Paz, que acompanhou Lugo em quase todas as suas viagens ao Brasil para realizar exames e procedimentos no Hospital Sírio Libanês de São Paulo.

Segundo o médico paraguaio, a cada dois meses Lugo recebe uma medicação especial, chamada de anticorpo monoclonal, algo que pode ser feito em qualquer hospital de Assunção, e o custo não é elevado. "A última dose será em dezembro, quando completamos dois anos de tratamento".

Durante sua gestão, o presidente usou recursos de um fundo estimado em US$ 500 mil destinado à saúde dos chefes de Estado; um salário de US$ 4.500 e outros US$ 3 mil para gastos de representação.

O novo presidente, Federico Franco, assegurou que Lugo continuará contando com a segurança estatal. Mas nada foi dito quanto às despesas de saúde: em tese, como foi destituído, ele perdeu o direito à pensão e também a tornar-se senador vitalício, como todos os ex-presidentes do país. Até agora, o ex-bispo contou com o fundo estatal e, também, a solidariedade do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que fez o contato entre Lugo e a equipe médica do Sírio Libanês.

"Lugo fez 50% de seu tratamento no Brasil, mas o que resta pode ser realizado no Paraguai", constatou Boccia Paz.
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