ELEIÇÕES 2018 13 estados definidos no primeiro turno Outras 13 unidades e mais o Distrito Federal terão disputas no segundo turno. Eleição de ontem foi marcada por surpresas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/10/2018 09:50 Atualizado em: 08/10/2018 09:52

Eleitores de 13 estados escolheram em primeiro turno seus governadores. Além de Pernambuco, com reeleição de Paulo Câmara (PSB), o resultado já está definido em Alagoas (MDB), Bahia (PT), Ceará (PT), Paraíba (PSB),  Piauí (PT), Maranhão (PCdoB) e Tocantins (PHS), onde os governadores também foram reeleitos, e no Paraná (PSD), Goiás (DEM), Mato Grosso (DEM) e Espírito Santo (PSB), estados nos quais novas candidaturas venceram. 

Na Região Nordeste, os sete governadores vitoriosos são aliados do candidato do PT à presidência, Fernando Haddad - no Ceará, Camilo Santana (PT); no Piauí, Wellington Dias (PT); na Bahia, Rui Costa (PT); em Alagoas, Renan Filho (MDB); no Maranhão, Flávio Dino (PCdoB); e, na Paraíba, João Azevêdo (PSB); além de Câmara em Pernambuco. Desses estados, somente Azevêdo, na Paraíba, não foi reeleito.

Na Região Norte, Mauro Carlesse (PHS) decidiu a disputa no primeiro turno no Tocantins. Carlesse é o atual governador, eleito após a cassação do mandato do emedebista Marcelo Miranda. Em Goiás, o senador Ronaldo Caiado (DEM) foi eleito governador pela primeira vez. Já no Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) voltará ao poder. O Paraná elegeu o estreante Ratinho Júnior (PSD).

Haverá segundo turno em 13 estados e no Distrito Federal. Em Minas Gerais, Brasília e Rio de Janeiro os candidatos que chegaram em primeiro lugar na primeira etapa do pleito não apareciam entre os favoritos. Em Minas, o postulante do Novo, Romeu Zema, conquistou a dianteira, desbancando o atual governadors, o petista Fernando Pimentel, que não conseguiu chegar ao segundo turno, e retirando do tucano Antonio Anastasia o favoritismo.

No Rio de Janeiro, o candidato do PSC Wilson Witzel bateu o ex-prefeito Eduardo Paes (MDB) e retirou do segundo turno o senador e ex-jogador de futebol Romário (Podemos). No Distrito Federal, aconteceu a mesma novidade: Ibaneis, do MDB, que não aparecia nas pesquisas de intenção de votos, foi para a primeira posição, mas o atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB), que aparecia em terceiro, conseguiu passar para o segundo turno. Já em São Paulo, o atual governador Márcio França (PSB) supreendeu na reta final, ficando em segundo e ganhando vaga para disputar o novo turno com João Doria (PSDB). França deixou para trás o candidato Paulo Skaf (MDB), que chegou a liderar as pesquisas de opinião.

MDB e PT como os grandes derrotados nos pleitos estaduais. Ao mesmo tempo, partidos como o Novo, o PSC e o PSL conseguiram emplacar no segundo turno seus candidatos em estados como Minas gerais, Rio e Santa Catarina.Petistas e emedebistas, que formaram a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer para a presidência haviam eleito 12 governadores em 2014. Desta vez, só podem chegar a nove. Os petistas sofreram derrotas importantes, a maior foi registrada em Minas, onde Fernando Pimentel ficou de fora do segundo turno. O partido perdeu o Acre, onde se mantinha no poder havia 20 anos. Ali os eleitores elegeram Gladson Cameli, do PP. A derrota também atingiu os candidatos ao Senado, como o ex-governador Jorge Viana (AC), a ex-presidente Dilma Rousseff (MG) e o atual senador Eduardo Suplicy (SP).

O PT conseguiu preservar seus três governos no Nordeste, vencendo com mais de 70% dos votos válidos na Bahia, com Rui Costa, e no Ceará, com Camilo Santana, e com pouco mais de 50% no Piauí, reelegendo o governador Wellington Dias. O partido ainda vai disputar o segundo turno no Rio Grande do Norte, com Fátima Bezerra, que enfrentará o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, candidato do PDT.

A situação do MDB é um pouco melhor do que a de seu antigo aliado. Dos sete governos eleitos em 2014, o partido já perdeu nesta eleição cinco, entre eles o Rio, governado havia 12 anos pelos emedebista Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão. Conseguiu reeleger apenas um: Renan Filho, que obteve o recorde de votos válidos no país, com 78% do total no estado. No Pará e no Distrito Federal seu candidatos - Helder Barbalho e Ibaneis Rocha, respectivamente - ficaram em primeiro lugar e levam para o segundo turno votações acima de 40%. A derrota só não foi maior para os emedebistas porque o partido conseguiu emplacar no segundo turno em São Paulo o empresário Paulo Skaf e, no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, que busca se reeleger para governar os gaúchos.

Em ambos os estados, os emedebistas vão disputar o segundo turno contra candidatos tucanos. O PSDB, que elegeu cinco governadores quatro anos atrás, dos quais o do Paraná e o de São Paulo no primeiro turno, não conseguiu eleger ninguém ontem. Vai, no entanto, disputar o segundo turno em cinco estados, entre eles Minas e São Paulo, onde o partido jogará seu futuro como força nas candidaturas de João Doria e de Anastasia.

O partido vai ao segundo turno em seis estados. Destes, seus candidatos ficaram em primeiro lugar em São Paulo (Doria), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja) e Rondônia (Expedito Júnior). E vai enfrentar candidatos do PSL de Jair Bolsonaro em Rondônia (Coronel Marcos Rocha) e em Roraima (Antonio Denarium), que defende o fechamento da fronteira para conter os refugiados da Venezuela - o Estado já recebeu cerca de 50 mil. O partido de Bolsonaro também disputará o segundo turno em Santa Catarina com o Comandante Moisés, um bombeiro militar.

O PSB foi ao lado do PT o partido que mais elegeu governadores. Foram três: Espírito Santo (Renato Casagrande), Paraíba (João Azevêdo) e Pernambuco (Paulo Câmara), que concorria à reeleição. O PSB tem chance ainda de fazer mais dois governadores no segundo turno, pois concorre no Distrito Federal e em Sergipe.

O DEM voltou aos governos estaduais, elegendo Ronaldo Caiado em Goiás e Mauro Mendes, em Mato Grosso, e concorre ainda no Amapá, no Pará e no Rio. Outros quatro partidos elegeram governadores neste domingo: PCdoB (Maranhão), PSD (Paraná), PHS (Tocantins) e PP (Acre).

Foto: Arte/DP
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