ELEIÇÕES 2018 A vitória do articulador da aliança com o PSB Humberto Costa enalteceu o resultado da parceria entre petistas e socialistas no resultado de ontem

Por: José Matheus Santos

Publicado em: 08/10/2018 09:39 Atualizado em:

Petista garantiu mais oito anos no Senado Federal. Foto: Paulo Paiva/DP
Petista garantiu mais oito anos no Senado Federal. Foto: Paulo Paiva/DP
Reeleito para mais oito anos no Senado, Humberto Costa (PT) foi o mais votado do estado nesta eleição. O petista conseguiu, com 100% das urnas apuradas, 1.713.565 votos. Logo após a confirmação do resultado, ele enalteceu a aliança do seu partido com a Frente Popular, comandada pelo PSB do governador Paulo Câmara. Humberto afirmou que a aliança feita com o PSB foi fundamental para impedir a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) para a Presidência e defendeu a união interna do PT em Pernambuco para campanha a favor de Fernando Haddad (PT). 

“O maior passo para a reconstrução da unidade interna é justamente a realização do 2º turno na eleição presidencial. Pernambuco foi muito importante para impedir uma vitória de Bolsonaro já agora e será fundamental para colocar Haddad na Presidência”, pontuou o senador, quando questionado sobre divergências existentes dentro do partido em relação ao apoio a Paulo Câmara. O PT Nacional retirou a pré-candidatura da vereadora Marília Arraes, eleita ontem deputada federal, para apoiar a candidatura do PSB em Pernambuco, mesmo com o Diretório Estadual tendo aprovado a postulação da petista. A aliança com o PSB já era defendida por Humberto Costa, mesmo antes de Marília ter sido rifada, sob a alegação de que era preciso a unidade das esquerda no estado. 

Ontem, ao discursar na comemoração da vitória, Humberto ironizou as críticas: “Fui questionado pela aliança, mas está aí o resultado”, pontuou.

Humberto Costa também destacou como pretende atuar nos próximos oito anos no Congresso Nacional.  “Se o PT ganhar no 2º turno, o que eu acredito que vai acontecer, terei um papel importante na sustentação do governo para votar as medidas emergenciais para o país. Independentemente disso, tenho obrigação política e moral de estar ao lado de Paulo Câmara, quem quer que seja eleito”, concluiu o senador. (José Matheus Santos)



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