ELEIÇÕES 2018 Uma derrota tripla do palanque Armando Monteiro não conseguiu levar disputa ao segundo turno e, por tabela, viu seus dois candidatos ao Senado sofrerem um revés nas urnas ontem

Por: Rosália Rangel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/10/2018 09:25 Atualizado em: 08/10/2018 09:28

Mendonça e Bruno vão defender nome de Bolsonaro. Armando não se posicionou. Foto: Nando Chiappetta/DP
Mendonça e Bruno vão defender nome de Bolsonaro. Armando não se posicionou. Foto: Nando Chiappetta/DP
Poucos minutos depois da confirmação da reeleição do governador Paulo Câmara (PSB) no primeiro turno, o candidato do PTB ao governo do estado, Armando Monteiro, chegou ao comitê central da campanha. Ao lado dos companheiros de chapa, os candidatos a vice Fred Ferreira (PSC) e ao Senado Mendonça Filho (DEM) e Bruno Araújo (PSDB), o senador foi recebido aos gritos de “guerreiro” por um grupo de militantes que resistiu mesmo após a confirmação da derrota dos representantes majoritários da coligação Pernambuco Vai Mudar. 

Em um rápido discurso, Armando destacou que o resultado mostrou, baseado na pequena vantagem de votos que deu a vitória ao palanque socialista, que uma expressiva parcela da sociedade pernambucana se colocou contrária ao atual governo. “Isso significa, volto a dizer, que Pernambuco não é propriedade de grupos nem de famílias. Pernambuco sempre foi a expressão da pluralidade”, frisou o petebista, acrescentando que a derrota não vai tirá-lo da política.

“Não vou deixar de fazer política. Não vou deixar de fazer oposição em Pernambuco. Saio dessa luta com a convicção maior ainda de que esse grupo que está no poder precisa ser fiscalizado por uma oposição altiva e independente para que Pernambuco não venha a ser tutelado por interesses subalternos que nem sempre correspondem aos interesses do povo”, frisou. 

O petebista disse, ainda, que espera que o resultado sirva “para mostrar ao governo que eles precisam corrigir rumos, mudar certas posturas arrogantes que vêm marcando o domínio desse grupo e eles possam extrair uma lição disso tudo”. Sobre a estratégia dos adversários de ter rotulado a coligação petebista de “turma do Temer”, Armando descartou que tenha contribuído para sua derrota. “O que mais pesou na eleição foi a divulgação de fakes news, de baixarias e das mentiras repetidas à exaustão”, definiu. 

Ao ser questionado sobre a eleição nacional, Armando Monteiro afirmou que não teve tempo de processar o resultado. “Segundo turno é sempre bom porque amplia o debate e aprofunda a discussão de uma série de temas. Vamos ter mais tempo para discutir mais o futuro do país”. O petebista, no entanto, não quis antecipar quem apoiaria no segundo turno. 

Já Bruno fez questão se posicionar em relação à disputa nacional. “Vou votar em Bolsonaro. Não vou apenas votar, mas fazer campanha. Essa semana vou reunir o partido para discutir o assunto”, disse o tucano. Mendonça Filho vai defender que o partido também apoie a mesma candidatura.
 



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