ELEIÇÕES 2018 Uma auditoria nos contratos da saúde Armando Monteiro prometeu, caso eleito, abrir as contas do estado nesse setor, sobretudo as relativas ao contratos com as Organizações de Saúde

Por: Rosália Rangel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/08/2018 08:04 Atualizado em:

Petebista disse que vai seguir quatro eixos nessa área. Foto: Leo Caldas/Divulgação
Petebista disse que vai seguir quatro eixos nessa área. Foto: Leo Caldas/Divulgação
Um tema sobre o qual o candidato da coligação Pernambuco Vai Mudar, senador Armando Monteiro (PTB), já havia colocado na pauta da eleição de 2014, as Organizações de Saúde (OS), voltou a fazer parte do discurso do petebista na eleição deste ano. Ontem, durante sabatina na Rádio Folha, ao anunciar algumas propostas para área da saúde, ele prometeu fazer uma auditoria nos contratos feitos pelo governo do estado com as OS, responsáveis pela administração de parte das unidades da rede estadual de saúde.

“Precisamos saber qual o real custo que as OS têm e qual o benefício que oferecem. O sistema é mal gerido. Por isso, há sobrecarga nos hospitais e o que vemos são macas nos corredores das grandes emergências e enormes filas para simples cirurgias eletivas”, destacou o candidato. As Organizações Sociais passaram a gerir os novos hospitais e as Upas (unidades de atendimento) a partir do governo de Eduardo Campos, em 2017. Na gestão do socialista foram construídos os hospitais Miguel Arraes, o Dom Helder Câmara e o Pelópidas da Silveira. 

“Precisamos de uma gestão eficiente. Ou seja, botar para funcionar o que já existe. Esse governo (Paulo Câmara) prometeu quatro grandes hospitais e não fez nenhum”, prosseguiu, lembrando que sua abordagem com a saúde passa por quatro eixos: descentralização, melhoria da gestão, qualificação do serviço e humanização do atendimento.

Armando criticou também as Parcerias Público-Privadas (PPP). “No sistema prisional, como em várias ocasiões, o governo escolheu mal o parceiro privado”, disse o petebista, referindo-se ao presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata. “Propomos uma parceria com os municípios na forma de mini presídios, já que temos 30 mil apenados em um sistema em que só cabem 10 mil. Isso porque temos um baixo índice de elucidação de crimes. Menos de 10% dos inquéritos resultam em conclusão. Imagine se esse índice fosse maior”, ressaltou.

Ontem, Armando comemorou a adesão de mais um prefeito de um partido que compõe a Frente Popular a seu palanque: João Lira (PSD), de Bom Jardim. “Pernambuco precisa de algo diferente. Precisamos melhorar em todas as áreas.  A violência tem índices altos, a educação deixa a desejar e a saúde está um caos. Falta diálogo. Os secretários só vivem no gabinete”, disse Lira, após reunião com o candidato a governador e o deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos).  “O homem certo para botar Pernambuco no seu devido lugar é Armando. Alguém que tenha voz ativa, que conversa com as pessoas”, completou. “João Lira é uma liderança importante e Bom Jardim um município que merece respeito. Sentimos que o nosso projeto, que vai mudar Pernambuco, está sendo aceito pelas lideranças e pelo povo”, afirmou Armando.


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