Jogo que permite usuário 'estuprar mulheres' causa polêmicas no EUA 'Dia do Estrupro' é descrito como 'uma novela visual em que um pode agredir verbalmente, matar pessoas e violar mulheres à medida que avança na história'

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 08/03/2019 12:41 Atualizado em: 08/03/2019 12:15

Foto: Steam/Divulgação
Foto: Steam/Divulgação

Um jogo eletrônico no qual o usuário pode "assediar, matar e estuprar mulheres" foi proibido no Steam, a maior plataforma digital de venda de jogos no mundo, após uma série de protestos e uma petição online que reuniu mais de oito mil assinaturas.

Depois de fazer a promoção do produto durante várias semanas, antes de seu lançamento em abril, a Steam decidiu não vender o Rape Day (Dia do Estupro) explicando que o jogo envolve "custos e riscos desconhecidos".

"Respeitamos o desejo de expressão de nossos desenvolvedores, e o propósito da Steam é ajudá-los a encontrar um público, mas este desenvolvedor escolheu um conteúdo e uma forma de representação que torna muito difícil a nossa ajuda para ele", informa um comunicado da Valve, desenvolvedora de plataformas digitais com sede no estado de Washington e proprietário da Steam.

No ano passado, a empresa também retirou de sua plataforma o jogo Active Shooter, que simulava um tiroteio numa escola.

Rape Day é descrito pelo seu desenvolvedor, a Desk Plant, como "uma novela visual onde controlamos as escolhas de um sociopata durante um apocalipse zumbi. Podemos agredir verbalmente, matar pessoas e violar mulheres à medida que avançamos na história".

A notícia do lançamento do jogo gerou várias manifestações contrárias em diferentes países e redes sociais, além de uma petição apresentada pela Change.org com cerca de oito mil assinaturas. Por conta da pressão, a Steam inclusive retirou do ar qualquer tipo de menção ao game.


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