cinema Vencedora do Oscar, Brie Larson chega aos cinemas como Capitã Marvel

Por: Ricardo Daehn - Correio Braziliense

Publicado em: 07/03/2019 09:12 Atualizado em:

Dona de um passado bem fragmentado, a heroína Capitã Marvel (Brie Larson) joga traumas e dúvidas para o alto quando entra em ação. Foto: Marvel Studios/Divulgação
Dona de um passado bem fragmentado, a heroína Capitã Marvel (Brie Larson) joga traumas e dúvidas para o alto quando entra em ação. Foto: Marvel Studios/Divulgação
Num embate antigo, que tem como oponentes representantes das raças extraterrenas Krees e Skrulls, a protagonista do longa-metragem Capitã Marvel surge como uma incógnita. Nem mesmo ela — interpretada pela ganhadora do Oscar Brie Larson —, que ora atende por Vers e, outras tantas vezes, por Carol Danvers — sabe precisamente as suas origens. Pouco a pouco, ela, entretanto, vai se transformar num modelo de atitude e de bravura para a pequena Mônica Rambeau (personagem de Akira Akbar, de This is us), observadora de todo o potencial de uma verdadeira heroína, caída na Terra, um tanto ao acaso. Entre os humanos, Carol Danvers será a parceira e a heroína da linha de frente do fundamental Nick Fury (Samuel L. Jackson).

Com duas mulheres em postos importantes desta produção da Marvel — as corroteiristas Geneva Robertson-Dworet (de Tomb Raider: A origem) e Anna Boden (também codiretora) — o longa-metragem, que propõe o voo da primeira heroína protagonista das franquias, traz ainda a assinatura de Ryan Fleck (diretor do cenário independente, que já respondeu por sucessos como Half Nelson). Com a ação situada nos anos de 1990, o longa possibilita o reaparecimento de personagens como Coulson (Clark Gregg), nas franquias desde Homem de Ferro (2008), que também faz parelha com o Nick Fury, ainda tateando as funções na S.H.I.E.L.D.

Infiltrado nessa entidade, o personagem de Ben Mendelsohn é Talos, um representante supremo da raça Skrull, que manobra o quanto pode para ver a Terra invadida por extraterrestres. Para exercer o domínio entre as espécies conquistadas, os Skrulls conseguem se metamorfosear, capacidade que escapa ao poder de Talos. Ex-integrante da força aérea, onde exerceu a habilidade de piloto, a futura Capitã Marvel traz com ela um passado capaz de assombrá-la e que é entregue, a conta-gotas, na trama do longa-metragem, para estabelecer um link com o novo filme de Os Vingadores: Ultimato, a ser lançado em um mês e meio.

Homenagem
Também presente no filme, com as habituais aparições surpresa, um dos maiores emblemas de sucesso da Marvel, o editor, escritor e ex-presidente da companhia Stan Lee é homenageado em Capitã Marvel, numa cena que coloca a heroína em frente a um jornal que esconde um passageiro de trem. Outra peça fundamental ao longa é interpretada por Annette Bening, que congrega toda a força de estratégia dos Krees, na pele de Suprema Inteligência, espécie de inteligência artificial daquela raça. Assumidamente, uma homenagem ao filme Top Gun — Ases indomáveis (1986), o gato de estimação da personagem de Brie Larson é chamado de Goose, em referência ao tipo vivido por Anthony Edwards naquele filme de aventura.

Além da trilha sonora do filme incorporar êxitos dos anos de 1990, entre os quais Nirvana, Hole, No Doubt e Beck, alguns detalhes acusam a mudança de era: Nick Fury, na sua inaugural parceria com um superser, está mais jovem, com cabelos escuros e sem o tradicional tapa-olho. Visto como um mentor, o personagem de Jude Law, Yon-Rogg, é dos destaques na tropa de elite batizada de Starforce. Já apresentado em Guardiões das Galáxias, o mercenário Kree Korath (Djimon Hounson, candidato a prêmios Oscar, por Terra dos sonhos e Diamante de sangue) ressurge.

Completados mais de 50 anos desde a criação da Capitã Marvel, que teve ADN (composto molecular que injeta muitas características hereditárias) fundido à raça dos Kree, o mais recente longa-metragem da Marvel vai projetar forças femininas como Maria Rambeau (Lashama Lynch), dona de um ciclo de energia pura, e Minn-Erva (Gemma Chan), uma doutora kree, versada em genética, e importante flanco para os guerreiros da força de elite mostrada no filme.

US$ 152 milhões foi o orçamento reservado ao longa
 
OUTRAS ESTREIAS

Raiva
• De Sérgio Tréfaut. Baseada no livro do português Manuel da Fonseca Seara de vento, a coprodução entre Brasil, Portugal e França mostra a penúria de uma família de desempregados em meio à miséria portuguesa de meados de 1950.

Yomeddine — Em busca de um lar 
• De A.B. Shawky. Beshay, um coletor de lixo, sai de uma colônia de leprosos, e, ao lado de um órfão e de um burrico, parte rumo ao Egito, em busca dos familiares.

O rei de Roma
• De Daniele Luchetti. Estrelado por Marco Giallini, o longa mostra a trajetória surreal do megaempresário Numa Tempesta que, para driblar uma condenação judicial, vai agir em favor dos marginalizados.

Diários de classe
• De Igor Souza e Maria Carolina da Silva. Marcados pelo analfabetismo, por exclusões sociais e por machismo, os personagens deste documentário lutam para encontrar projeção ou mínima justiça num país que parece estar do avesso.

Albatroz
• De Daniel Augusto. Com roteiro de Bráulio Mantovani (de Cidade de Deus), o filme acompanha as confusões mentais de um fotógrafo (Alexandre Nero) que tem sinestesia e se vê ilhado em tensas situações, depois de interferir numa tentativa de atentado em Jerusalém.

O último trago
• De Pedro Diógenes e Luiz e Ricardo Pretti. O espírito de uma guerreira indígena passeia em tempos e locais distintos, desafiando opressões e clamando por resistência.


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