Música Pernambucano João Fênix estreia turnê nacional no Recife Show de Minha Boca Não Tem Nome, um dos mais elogiados de 2018, toma conta do Teatro Santa Isabel

Por: Caio Ponciano - Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/01/2019 15:31 Atualizado em:

Cantor traça panorama com compositores novos e contemporâneos. Foto: Leo Aversa/Divulgação
Cantor traça panorama com compositores novos e contemporâneos. Foto: Leo Aversa/Divulgação

Bastante elogiado pela crítica com o quinto álbum da carreira, Minha boca não tem nome (Biscoito Fino), o cantor e compositor pernambucano João Fênix apresenta ao público o show desse trabalho, lançado em 2018, em uma apresentação que resgata também músicas dos discos anteriores. A estreia da turnê nacional, com direção artística de André Brasileiro e produção de Tadeu Gondim, acontece nesta quinta-feira (31), a partir das 20h, no Teatro de Santa Isabel, no Recife, dentro da programação do 25º Janeiro de Grandes Espetáculos. Os ingressos custam R$ 40 e R$ 20 (meia).

A maioria das letras de Minha boca não tem nome não foi composta por Fênix. Com esse álbum, o cantor diz ter sentido a necessidade de traçar um panorama com compositores novos e contemporâneos. Assim, ele conta que foi presenteado com canções que falavam de temas vitais em sua vida, como sexualidade, política e espiritualidade. “Não estamos em tempos de amenidades. Qualquer possibilidade de lutar pelo nosso simples direito de existir se faz urgente neste momento. E faço esta luta através de minha música. Por isso, considero este o meu melhor trabalho até hoje, por ter discurso, imagem e música que dialogam e são extremamente coesos. Ter o CD nas listas dos melhores do ano só me trouxe orgulho”, comemora. 

Umbandista há 16 anos, o artista faz questão de levar a religião para a música e considera o dom de cantar um presente espiritual. “Eu senti uma enorme necessidade de abordar esse universo no novo trabalho. Recebi duas músicas de presente sobre essa minha espiritualidade, que são Ando de bando, de Álvaro e Ivor Lancellotti, e Meu elemento, de Igor de Carvalho e Moreno Veloso.” Do recente disco, estão no repertório da turnê a faixa-título, composta por Juliano Holanda e Tibério Azul especialmente para Fênix, É de balé, de Igor Barros, Falou amizade, de Caetano Veloso, entre outras. “Eu diria que sou diretamente influenciado por Caetano. Ele é um dos artistas que, ao longo dos anos, mais manteve acesa a minha admiração e interesse”, revela.

A arte entrou na vida de Fênix quando ele ainda estudava em um colégio de freiras, onde escrevia peças de teatro e organizava festivais de dança. Mas o interesse pela música surgiu quando percebeu que o “escape artístico” estava incompleto. João começou a cantar na noite e, por causa do timbre vocal peculiar, foi convidado a estudar no Conservatório Pernambucano de Música e passou a frequentar aulas de canto na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

No palco, ele apresenta uma persona performática. É assim desde o começo da carreira, quando trabalhou com grandes diretores de artes cênicas, como Wolf Maya, Gerald Thomas e Gringo Cardia. “Eles só potencializaram essa minha androginia já tão natural”, conta. Fênix saiu do Recife em 1994 e, atualmente, vive entre o Rio de Janeiro e Washington (EUA). No exterior, ele já se apresentou em Nova Iorque, Dinamarca e Portugal, e seus dois primeiros discos foram licenciados pela gravadora alemã Traumton Records. “A ideia para este novo show é investir muito mais em uma turnê internacional a partir do segundo semestre”, revela.

Ouça o disco:


Serviço
João Fênix - Minha boca não tem nome
Quando: nesta quinta-feira (31), às 20h
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República, 233, Santo Antônio)
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia), à venda no site Ingresso Rápido
Informações: (81) 3355-3323


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.