música 'Lavou, tá novo', diz Valesca Popozuda sobre a letra da música Meu Ex, composta por Ludmilla. Confira a entrevista Lançamento marca a volta da funkeira ao 'proibidão'

Por: Caio Ponciano - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/01/2019 15:40 Atualizado em:

Na versão light, Valesca trocou 'sentei na pica' por 'beijei a boca do meu ex'. Foto: YouTube/Reprodução
Na versão light, Valesca trocou 'sentei na pica' por 'beijei a boca do meu ex'. Foto: YouTube/Reprodução

A funkeira Valesca Popozuda divulgou nesta sexta-feira (18) o videoclipe da versão light da música Meu ex, composta pela cantora Ludmilla e produzida por Umberto Tavares, que tem em seu currículo trabalhos com Anitta, Nego do Borel, Rouge, Bonde do Tigrão, Kelly Key, entre outros.

O clipe, gravado no hotel Grand Mercure, no Rio de Janeiro, foi dirigido por Beto Gatti e marca a sua estreia no ramo. No vídeo, enquanto canta "ah, fiz besteira mais uma vez / tava de bobeira em casa / beijei a boca do meu ex", Valesca encontra vários ex-namorados, em ambientes diferentes.

Confira a entrevista com Valesca Popozuda sobre o lançamento de Meu ex:

Como nasceu essa parceria com a Ludmilla?
A Ludmilla é uma artista incrível e a gente tem uma relação muito boa. Quando eu estava selecionando músicas para gravar, percebi que ela estava compondo bastante e pedi uma música. Ela perguntou se eu ainda cantava palavrão e, na mesma hora, me deu esse presente. A música já estava pronta. Eu adorei de primeira e ela disse que era minha. Depois, ela me mandou a versão light, que estou lançando agora.

Ludmilla presenteou Valesca com a letra de Meu Ex. Foto: Facebook/Reprodução
Ludmilla presenteou Valesca com a letra de Meu Ex. Foto: Facebook/Reprodução

Você passou um tempo afastada do "proibidão", que te consagrou na época do Gaiola das Popozudas. O que te fez voltar para essa vertente do funk?
Desde que lancei Beijinho no ombro e Eu sou a diva que você quer copiar até um ano atrás, o funk ficou mais pop e o proibidão mesmo estava sendo tocado nas favelas. Mas no último ano, os artistas começaram a investir novamente na música com palavrão e as pessoas passaram a aceitar e consumir com a cabeça mais aberta. Foi uma mudança natural, para mim não é algo novo e eu gosto disso, até porque eu vim da Gaiola e nunca tive dificuldade nenhuma em cantar letras com esse teor. Apesar disso, eu entendo que algumas pessoas não gostam. Por isso, lancei a versão light para atingir todo tipo de público e para estar junto dessas pessoas também. Quero trabalhar das duas formas.

Você já passou por uma situação de recaída por um ex, como diz a música?
Quem nunca? (risos) É engraçado que, de início, as pessoas ficam com vergonha de assumir isso, mas depois se libertam e dizem que já ficaram com ex. É uma coisa normal, gente. Às vezes você está em um momento que não quer ter um relacionamento sério, mas também não quer ficar com um ou outro desconhecido. Se você tem uma amizade colorida com um ex e bate a vontade, eu não vejo problema. É como dizem: lavou, tá novo.

Quais são os seus próximos projetos?
No começo de fevereiro, eu vou lançar um EP chamado Valesca de volta pra gaiola, que tem tudo para bombar no carnaval. Apesar do nome, não vou cantar músicas da época do grupo. São quatro canções inéditas, bem picantes e divertidas, que lembram o proibidão do Gaiola das Popozudas. Assim como Meu ex, essas músicas também terão versões lights.

Assista ao clipe da versão light de Meu ex:


Veja também o clipe com a letra proibida:



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