tv Ben Stiller dirige série sobre fuga espetacular

Por: Mariana Peixoto - Estado de Minas

Publicado em: 18/01/2019 09:08 Atualizado em:

Escape at Dannemora é uma das minisséries mais prestigiadas de 2018. Por ora inédita no Brasil e sem previsão de lançamento, a produção tem sete episódios. Foto: SHOWTIME/REPRODUÇÃO
Escape at Dannemora é uma das minisséries mais prestigiadas de 2018. Por ora inédita no Brasil e sem previsão de lançamento, a produção tem sete episódios. Foto: SHOWTIME/REPRODUÇÃO
Dois homens condenados por homicídio têm um caso – nada afetuoso e um tanto sexual – com uma supervisora de uma prisão de segurança máxima nos Estados Unidos. A mulher é casada com um funcionário da mesma penitenciária. Acaba ajudando a dupla a fugir – fuga esta que levou três semanas e culminou em uma caçada que custou US$ 23 milhões aos cofres norte-americanos.

É história de filme o caso ocorrido em junho de 2015 na Clinton Correctional Facility, em Dannemora, situada no estado de Nova York. Poderia facilmente, dados alguns detalhes sórdidos, recair numa produção B, dessas sobre crimes reais que assolam a programação televisiva. Pois pelas mãos de Ben Stiller (sim, o ator que sempre emprestou seu rosto para comédias) a narrativa ganhou um ar dramático, nada apelativo e um tanto humano.

Escape at Dannemora é uma das minisséries mais prestigiadas de 2018. Por ora inédita no Brasil (e sem previsão de lançamento), a produção com sete episódios do canal Showtime foi exibida entre novembro e dezembro nos EUA.

Além de uma estrela na direção, traz um trio de igual porte como protagonistas. Benicio Del Toro é Richard Matt; Paul Dano, David Sweat; e Patricia Arquette, Tilly Mitchell (irreconhecível, ela venceu o Globo de Ouro pelo papel). Faça uma busca rápida na internet e veja como a caracterização dos atores (Arquette, principalmente) foi calcada nos personagens reais.

DESENHO 
O piloto da série nos apresenta um trio nada clichê, se levarmos em consideração o ambiente em que estão. Matt é o chefe de seu pavilhão, um homem com dotes artísticos (pinta com emoção a mulher do chefe dos carcereiros) e igual dureza, que adquire influência sobre os demais presos e os guardas. Sob seu chapéu está o jovem Sweat. Com paciência, o homem mais velho lhe ensina a desenhar.

Os dois se encontram com Tilly na oficina de costura da prisão, em que ela é conhecida por ser uma supervisora de olhar humano para os detentos – trata-os bem e costuma colocar música para animar o ambiente de trabalho.

A história é narrada em flashback. Na sequência inicial, Tilly, já algemada, encontra-se com Catherine Scott (Bonnie Hunt), inspetora-geral do estado de Nova York que encabeça a investigação da fuga. A entrevista com as duas mulheres será longa – e é o que detona a história. Patricia Arquette mantém o espectador sempre em dúvida: Tilly é um tanto limítrofe ou é deveras esperta e esconde seus atos na figura de uma mulher castigada pela vida?

A resposta vem aos poucos, sem pressa. Ainda que o fim da história seja conhecido – fica ao critério do leitor, caso não saiba os detalhes, descobrir o que se passou com Matt, Sweat e Tilly na vida real –, Escape at Dannemora conta a melhor história de fuga de prisão em muitos anos, pelo modo como ela é narrada e pelo desempenho do trio de protagonistas. E com uma trilha sonora arrasadora, que dialoga com as passagens da narrativa. Só no piloto são 11 faixas, incluindo Emerson, Lake & Palmer (From the beginning), Bob Dylan e Johnny Cash (Girl from the North Country), The Human League (Mirror man) e Graham Nash (Better days).


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