música Cantora Mônica Feijó estreia show do disco Frevo Para Ouvir Deitado no Teatro Apolo Trabalho traz releituras intimistas de clássicas composições de ícones do gênero

Por: Caio Ponciano - Diario de Pernambuco

Publicado em: 15/01/2019 19:28 Atualizado em:

Apresentação faz parte da 25ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos. Foto: Daniela Nader/Divulgação
Apresentação faz parte da 25ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos. Foto: Daniela Nader/Divulgação


Os 25 anos de carreira da cantora e compositora pernambucana Mônica Feijó só provam o quanto ela é versátil e faz jus ao status de “camaleoa”. Em sua carreira musical, a artista visitou o manguebeat no primeiro disco, Aurora 5365 (2000), mergulhou no samba de contemporâneos pernambucanos no álbum Sambasala (2005) e misturou diversos ritmos no CD À vista (2011). No ano passado, Mônica foi além e decidiu explorar de uma forma diferente o frevo, ritmo genuíno de sua terra. O disco Frevo para ouvir deitado contou com incentivo do Funcultura e se tornou recordista de vendas em 2018 na loja Passa Disco, no bairro do Espinheiro. Nesta quarta-feira (16), às 20h, Mônica Feijó leva o show do novo trabalho para o palco do Teatro Apolo, no Bairro do Recife, como parte da programação da 25ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos. Os ingressos custam R$ 40 e R$ 20 (meia), à venda no site Ingresso Rápido.

O projeto nasceu despretensioso. Foi durante o intervalo de um ensaio que a cantora e o baixista e produtor musical Junior Areia começaram a tocar clássicos do frevo de uma maneira lenta, ressaltando o amor, a tristeza e a saudade das composições. Esse momento foi o suficiente para a dupla questionar os motivos do frevo não ser tocado o ano inteiro. “Eu acho que todo pernambucano, não só os músicos, tem uma relação muito forte com o frevo, porque são músicas que estão na nossa memória. É um patrimônio da humanidade e a cara do nosso estado e do nosso carnaval. Eu já cantei frevo ao lado de grandes maestros, como Formiga e Claudionor Germano, e com esse disco nós estamos pedindo permissão para mostrar o nosso olhar do frevo, o nosso encantamento”, afirma a cantora.

Os sete anos de hiato que separam o disco À vista do Frevo para ouvir deitado são justificados pela vontade de Mônica em registrar este trabalho, que já existe há dois anos, em CD. Ela revela que o projeto só foi aprovado pelo Funcultura no terceiro ano de apresentação, por isso a demora. “Eu queria ter esse registro a todo custo. Nós lançamos o show há dois anos no Recife e fizemos uma pequena turnê. Agora, será o lançamento oficial do disco, porque eu já tenho um produto em mãos”, explica. O trabalho destaca versões intimistas de clássicas composições de Nélson Ferreira e Aldemar Paiva (Frevo da saudade), Capiba (De chapéu de sol aberto e À procura de alguém), Getúlio Cavalcanti (Último regresso), Carlos Fernando e Geraldo Azevedo (Aquela rosa), entre outros.


Formada em Artes Cênicas, Mônica enxerga cada momento musical seu como se fosse um novo personagem e diz fugir de rótulos. “Meus trabalhos são distintos, porque canto como me sinto no momento, e sigo cantando a simplicidade e o cotidiano com minha personalidade. Eu digo que trabalho com world music, faço música do mundo, porque já visitei o eletrônico, o samba, o pop, o frevo, e não acho que essas mudanças possam me prejudicar, é a minha marca, a minha verdade”, diz Feijó.

Serviço
Show do disco Frevo para ouvir deitado - Mônica Feijó
Quando: quarta-feira (16), às 20h
Onde: Teatro Apolo (Rua do Apolo, 121, Bairro do Recife)
Quanto: R$ 40 e R$ 20 (meia)
Informações: (81) 3355-3320


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.