Música Confira os principais discos internacionais de 2018 CDs de Ariana Grande, Cardi B., Paul McCartney, Janelle Monáe, além da trilha sonora de Pantera Negra foram alguns dos destaques do ano

Por: Rebeca Borges

Por: Ronayre Nunes - Estado de Minas

Publicado em: 25/12/2018 11:46 Atualizado em: 25/12/2018 11:53

Cardi B., Ariana Grande e Janelle Monáe foram destaques em 2018. Fotos: Reprodução da internet.
Cardi B., Ariana Grande e Janelle Monáe foram destaques em 2018. Fotos: Reprodução da internet.
A força da indústria musical norte-americana mantém inegável relevância no mercado brasileiro. Com diversos serviços de streaming que ampliam o acesso à produção, os brasileiros podem ter acesso e curtir as novidades internacionais no momento em que são lançadas na cena norte-americana. Este ano, os gringos não decepcionaram em relação à qualidade.

As mulheres chegaram ao topo das vendas com nomes como Ariana Grande e Cardi B. Além disso, a música internacional de 2018  se mostrou ousada e com  toques de urbanidade e contemporaneidade. Com essa combinação, vieram um discurso musical a favor das minorias (com Janelle Monáe e a trilha sonora de Pantera Negra), o retorno de grandes artistas aos estúdios (como Paul McCartney, Lady Gaga e Beyoncé) e a força de revelações (como BTS e Camila Cabello). Conheça os álbuns que mais se destacaram durante o ano.

Sweetener - Ariana Grande
Ariana Grande sempre teve orgulho de ser a princesa do pop. Talvez por isso, Sweetener, o álbum mais complexo da jovem cantora de 25 anos, tenha chamado tanta atenção. O trabalho, que conta com 15 faixas, chegou ao sonhado posto de primeiro lugar no chart da Billboard 200, um dos mais importantes da música mundial. Entretanto, mais do que o sucesso nos charts, o 4º álbum de Ariana Grande empolga pela transparência. A cantora expõe desde o ataque terrorista que sofreu na Inglaterra em 2017, tema de No tears left to cry, até a proclamação do poder como mulher independente, em God is a woman. 

Invasion of privacy - Cardi B.
Pode-se dizer que 2018 foi o ano de Cardi B. A rapper de 26 anos já havia brilhado em 2017 com o hit Bodak yellow. Este ano, ela superou as expectativas e conseguiu não só se manter, como também se expandir. Do reggaeton potente de I like it ao groove estilo década de 1990 de Be careful, Cardi conseguiu posicionar Invasion of privacy como um álbum fundamental para o rap deste ano. Na Billboard 200, o trabalho ficou em #1 e conseguiu se manter no top 30 por 36 semanas.

Egypt station - Paul McCartney 
Todos os trabalhos do eterno Beatle geram algum burburinho na indústria e o 10º  álbum solo seguiu a regra. Com 16 faixas, Egypt station não ensaia nenhuma grande ousadia musical, mas demonstra a habilidade do artista em conceber ritmos de pop rock pensados para conduzir os fãs em uma verdadeira iagem à década de 1970. São destaques as faixas Fuh you e Back in Brazil que, mesmo com uma visão estereotipada 
do país, funciona como um presente particular para os fãs tupiniquins.

Black Panther - The album
O filme Pantera Negra se tornou um dos marcos cinematográficos do ano, e a trilha sonora da produção não fica atrás. Com roupagem extremamente urbana e contemporânea, a coletânea conta com 14 faixas produzidas pelo rapper Kendrick Lamar. Na cartilha, entra o grito de excelência negra há tempos sufocado na indústria do entretenimento norte-americana. É como se estrela do rap americano e figura constantes entre os premiados do Grammy não fosse o suficiente, entram na produção artistas como SZA, Schoolboy Q, Jorja Smith e The weeknd.

Dirty computer - Janelle Monáe
O último trabalho de Janelle Monáe pode até não ter alcançado altos níveis de popularidade — o álbum não chegou aos 200 mais vendidos da Billboard 200 —, mas apresentou um conceito elogiado pelos críticos. Dirty computer concorre ao prêmio de melhor álbum de 2018 no Grammy e tem chances reais de vitória. A produção tem apelo sintético, urbano e futurista. Também analisa e questiona a estrutura social patriarcal, machista e racista norte-americana. Com um ritmo que mistura R&B e pop, Janelle consegue levar o empoderamento feminino para fora das militâncias do Twitter.


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