Literatura Evento no Recife celebra os 105 anos de nascimento de Albert Camus O encontro acontece a partir das 15h Academia Pernambucana de Letras, nas Graças

Publicado em: 03/12/2018 09:00 Atualizado em: 30/11/2018 15:59

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1957, Camus foi ensaísta francês, escritor, dramaturgo, filósofo, jornalista, romancista. Foto: Reprodução da internet.
Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1957, Camus foi ensaísta francês, escritor, dramaturgo, filósofo, jornalista, romancista. Foto: Reprodução da internet.
Os leitores habituados com o Albert Camus (1913-1960) existencialista, do “pensamento mediterrâneo”, que em O homem revoltado apresentou uma ética trágica e libertária, vai se surpreender com as outras faces do franco-argelino. As facetas pouco exploradas do escritor, como a preocupação dele com o pensamento religioso e a sua poesia, serão abordadas no evento “Albert Camus – 105 anos: absurdo e revolta”. O encontro que festeja os 105 anos de nascimento do pensador acontece a partir das 15h desta segunda-feira (3), na Academia Pernambucana de Letras (Avenida Rui Barbosa, 1596, Graças).

Participam do evento os acadêmicos Lucilo Varejão Neto, Luzilá Gonçalves Ferreira, Lourival Holanda além dos professores Roberto Motta e Walteir Silva. “Vamos falar sobre o prensamento de Camus hoje, destacando sua contemporaneidade. Em minha fala, vou ressaltar o Camus lírico. Irei além do que o existencialista mais conhecido. Quero falar do poeta”, enfatizou o professor e crítico literário Lourival Holanda. O encontro é aberto ao público e não é preciso fazer inscrição para ter acesso ao debate.

Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1957, Albert Camus foi ensaísta francês, escritor, dramaturgo, filósofo, jornalista, romancista. Nasceu na Argélia. Viveu e morreu na França. O trabalho do autor inclui peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios, onde desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo. Para ele, essa revolta leva à ação e dá sentido ao mundo e à existência.

Já famoso, o escritor visitou o Recife em 1949. “Positivamente, gosto de Recife, Florença dos Trópicos, entre suas florestas de coqueiros, suas montanhas vermelhas, suas praias brancas”, registrou Camus em seu diário de viagem durante a visita a Pernambuco. Durante visita ao Brasil para conferências, o franco-argelino permaneceu apenas dois dias em Pernambuco. Desembarcou de avião, vindo do Rio de Janeiro, por volta das 13h do dia 21 de julho de 1949.

Ficou hospedado no Grande Hotel, onde hoje funciona o Fórum Thomaz de Aquino. Não conseguiu descansar, pois, depois de quatro horas da chegada, foi levado para um passeio. Aníbal Fernandes, então diretor de redação do Diario de Pernambuco, “o mais antigo jornal da América do Sul”, como anotou Camus em seus registros, liderou o grupo que o guiou na visita à parte histórica do Recife, nos bairros de Santo Antônio e São José.

Em números

300 mil
livros de Albert Camus já foram vendidos no Brasil

120 mil
cópias foram de O estrangeiro (1942)

60 mil
exemplares foram de A peste (1947)



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