OPINIÃO A Lei Rouanet não pode acabar. Mas a ameaça é grande

Publicado em: 19/11/2018 16:57 Atualizado em:

Por Raimundo Carrero
                                                                                  
Em princípio sabe-se que a caderneta econômica do ministro Paulo Guedes – ou futuro ministro , como queira – anota, com alguma veemência, a linhagem liberal, cuja principal característica é a rejeição a qualquer subsídio fiscal. O que significa dizer: quer fazer, faça, mas não conte comigo. Há, inclusive uma antipatia muito grande à cultura.

Por isso se fala tanto em fim da Lei Rouanet que possibilitou e possibilita, é claro, uma inegável atividade nas orquestras sinfônicas ,no cinema e no teatro, e até mesmo em organismos fundamentais como o Sesi, o Sesc e o Senai, a espalharem cultura por este país afora. Uma verdadeira revolução, sem dúvida.

Sem contar com as contribuições da Petrobrás e da Caixa Econômica, sobretudo nas  áreas do teatro e do cinema. Mesmo assim, a ameaça está no ar e é cantada e decantada todos os dias. Um horror.  Por isso é necessária uma reação pronta e imediata.
           
É preciso que todas as forças se mobilizem. Desde intelectuais e artistas que façam pressão em vários níveis e até governadores, em cujos estados funcionam  as leis de Incentivo à Cultura, em maior ou menor nível de ação. O que não pode é o imobilismo, o silêncio, a conivência.
      
Vamos mobilizar professores, estudantes, escritores, jornalistas em todo o a país. Sobretudo escritores e jornalistas que devem escrever defendendo a Lei, promovendo debates, reuniões, passeatas e até greves, se for o caso. Publicando panfletos, textos, exortações.
       
Sem um minuto de pausa ou de descanso, batendo em todas as portas, gritando todos os gritos, protestando, protestando, protestando. Mobilizando, principalmente,  Congresso, o Judiciário, os juízes. Todo este rosário de influências. Combatendo o bom combate.
     
Precisamos usar todos os microfones, todas as redes sociais, todos os espaços. Sem reservas, sem escrúpulos, sem vergonha.Com a  coragem de quem defende o melhor e o mais correto. 
     
É claro que precisamos lembrar aos nossos governantes que as leis de incentivo à cultura precisam continuar, de forma a possibilitar o trabalho entre nós. Afinal, o bom exemplo começa em casa.


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